terça-feira, 28 de julho de 2026

 MEDIVERSIDADE

Curso de Letramento reforça educação médica inclusiva

Formação possui 40 horas de carga horária e é voltada para estudantes, docentes, colaboradores e profissionais de saúde

 

ALTAMIRA

 

No mês em que se celebra o Dia da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha (25 de julho), o Instituto Yduqs e o IDOMED seguem a disponibilizar de forma gratuita o curso de letramento étnico-racial como parte do programa Mediversidade. A formação voltada a estudantes, docentes, colaboradores e profissionais da saúde, possui 40 horas de carga horária.

Os quatro módulos tratam de temas como autoconhecimento, manifestação do racismo na prática clínica, estratégias de enfrentamento e o papel de cada pessoa no processo de transformação institucional. Os interessados podem acessar todo o conteúdo em: https://www.idomed.com.br/letramento-mediversidade

"O curso de letramento étnico-racial reforça o nosso compromisso com uma educação médica mais inclusiva. Ele amplia o acesso a conteúdos que estimulam a equidade e contribuem para formar profissionais mais conscientes, empáticos e preparados para atuar em uma sociedade diversa. Democratizar o ensino também significa reconhecer e valorizar as experiências de grupos historicamente minorizados. Iniciativas como essa são fundamentais para transformar realidades e gerar impacto positivo — dentro e fora da sala de aula", destacou Cláudia Romano, presidente do Instituto Yduqs e vice-presidente do Grupo Educacional Yduqs.

A ação reforça o compromisso do programa Mediversidade com a formação médica mais inclusiva. Dados de pesquisas nacionais e internacionais apontam que mulheres negras sofrem mais violência obstétrica, têm acesso mais restrito a cuidados especializados e maior subestimação da dor — elementos diretamente relacionados à formação e à atuação dos profissionais de saúde.

Programa Mediversidade

O Mediversidade foi lançado em 2024 no Fórum de Diversidade do Instituto Yduqs como um programa pioneiro no Brasil, com o objetivo de tornar o ensino da medicina mais diverso e atento aos impactos dos vieses sociais. A iniciativa surgiu a partir do dado de que apenas 4,5% das ilustrações em literatura médica representam peles negras — o que evidencia lacunas no processo formativo.

“O Mediversidade é mais do que uma iniciativa, é um movimento contínuo de transformação. Temos o dever de garantir que nossos futuros médicos compreendam e respeitem a pluralidade da população brasileira, especialmente no cuidado com as populações mais vulnerabilizadas”, destaca Silvio Pessanha Neto, CEO do IDOMED.

Com três pilares principais - Ensinar, Incluir e Mobilizar - o programa reúne metas de curto, médio e longo prazos. Entre elas: a revisão da matriz curricular dos cursos de Medicina (com 70% das unidades prevendo mudanças até 2026), a criação de um fundo para apoiar pesquisas sobre diversidade, a ampliação de vagas afirmativas para docentes e a reserva de 10% das bolsas sociais para estudantes negros, indígenas e pessoas com deficiência.

Em 2025 a obra literária Nigrum Corpus, desenvolvida pelo Instituto Yduqs, IDOMED e Artplan, que reúne um estudo sobre o racismo no Brasil com relatos e dados reais, ganhou o Grand Prix na categoria Industry Craft, na maior premiação de criatividade do mundo, o Cannes Lions.

O primeiro prêmio da categoria para o segmento de educação no Brasil. Neste ano, a iniciativa obteve novo destaque ao conquistar o Grand Prix na categoria Glass: The Lion for Change, do Cannes Lions 2026 e um Leão de Bronze em Creative Data.

Outras ações em andamento incluem a aquisição de manequins de simulação realística com tons de pele diversos, a oferta de serviços assistenciais voltados a populações com marcadores étnico-raciais e o fomento à produção científica com foco em equidade na saúde. Em abril de 2024, por exemplo, o programa passou a apoiar projetos de pesquisa científica sobre diversidade nas 18 unidades de Medicina do IDOMED.

Para a professora e médica Amanda Machado, do IDOMED, o programa representa um avanço necessário: “O Mediversidade no curso de medicina, que é majoritariamente branco e elitista, se faz necessário e urgente como uma ação antirracista concreta. A formação médica deve se comprometer com a Política Nacional de Saúde Integral da População Negra”, afirma. (Raphaela Aguiar/Ascom)


                                                 Imagem: Ascom

"O curso de medicina se faz necessário como uma ação antirracista concreta"




 SERRA DOURADA

Faculdade oferece atendimento médico supervisionado

Clínica Novos Ventos realiza mais de 2,5 mil atendimentos no primeiro semestre de 2026, ampliando o acesso da população 

 

ALTAMIRA

 

A Clínica Novos Ventos, da Faculdade Serra Dourada de Altamira, encerrou o primeiro semestre de 2026 com a marca de 2.555 atendimentos realizados à comunidade nas áreas de Psicologia, Fisioterapia, Nutrição e Odontologia. Os serviços gratuitos reforçam o compromisso da instituição com a formação prática dos acadêmicos e com a ampliação do acesso da população aos cuidados em saúde.

De acordo com o levantamento da clínica, a Psicologia foi a área com maior volume de atendimentos, totalizando 1.220 sessões realizadas para 182 pacientes. Na Fisioterapia, foram registrados 310 atendimentos destinados a 38 pacientes. Já a Nutrição contabilizou 83 atendimentos, beneficiando 75 pacientes.

Na Odontologia, foram realizados 942 atendimentos ao longo do semestre, sendo 919 atendimentos clínicos e outros 23 destinados especificamente à população indígena, evidenciando o compromisso da instituição com a inclusão e a assistência a diferentes públicos.

Além de oferecer atendimento gratuito e supervisionado, a Clínica Escola Novos Ventos proporciona aos estudantes a vivência prática da profissão, aproximando o ensino das necessidades da comunidade e contribuindo para a formação de profissionais mais preparados para atuar no mercado de trabalho.

Para a diretora da Faculdade Serra Dourada de Altamira, Daiane Oliveira, os resultados demonstram a importância da clínica tanto para a comunidade quanto para a formação acadêmica.

"Cada atendimento realizado representa uma oportunidade de cuidado com a população e, ao mesmo tempo, um momento de aprendizado para nossos estudantes. A Clínica Escola Novos Ventos traduz o compromisso da Faculdade Serra Dourada com uma formação de excelência, baseada na prática, na responsabilidade social e na transformação da realidade por meio da educação."

A Clínica Escola Novos Ventos integra a estrutura de ensino da Faculdade Serra Dourada e oferece atendimentos gratuitos realizados por acadêmicos, sempre sob supervisão de professores e profissionais habilitados. A iniciativa fortalece a relação entre ensino, extensão e responsabilidade social, promovendo benefícios diretos para a população de Altamira e região. (Raphaela Aguiar/Ascom)


                                            Imagem: Ascom

Atendimento ajuda na formação prática dos acadêmicos e promove benefícios à população 



sexta-feira, 24 de julho de 2026

 WORKSHOP

Simineral promove congresso sobre Comunicação Digital

Evento reunirá jornalistas e influenciadores para debater inovação e os desafios da transformação digital e conteúdos no ambiente corporativo

 

CANAÃ DOS CARAJÁS

 

Como parte da programação institucional do V Congresso Técnico do Simineral, o Sindicato das Indústrias Minerais do Estado do Pará (Simineral) realiza, no dia 4 de agosto, em Canaã dos Carajás, sudeste do Pará, mais uma edição do Workshop de Comunicação. A iniciativa reúne jornalistas, influenciadores digitais, assessores de comunicação e demais profissionais da área para promover o intercâmbio de conhecimentos e discutir as transformações que vêm redefinindo a comunicação no ambiente corporativo e institucional.

A programação foi desenvolvida para estimular o debate sobre novas tecnologias aplicadas à produção de conteúdo, fortalecendo a aproximação entre os profissionais da imprensa e o setor mineral.

A condução do Workshop ficará a cargo da jornalista Layse Santos, reconhecida por sua trajetória na comunicação paraense e por sua experiência na apresentação de eventos. Ela acompanhará toda a programação, conectando os diferentes momentos do encontro.

Um dos destaques desta edição será a palestra de Ben-Hur Correia, jornalista, executivo e pesquisador em estratégia, que abordará como a inteligência artificial pode contribuir para tornar processos de comunicação e tomada de decisão mais ágeis, eficientes e estratégicos, apresentando aplicações práticas para organizações e profissionais da comunicação.

Para a vice-presidente do Conselho Diretor do Simineral, Ana Carolina Alves, investir na qualificação dos profissionais da comunicação é fortalecer um dos principais pilares do relacionamento entre o setor mineral e a sociedade.

"Uma mineração cada vez mais estratégica também exige uma comunicação cada vez mais qualificada. O Workshop reforça o compromisso do Simineral com a construção de um diálogo cada vez mais transparente entre o setor mineral, a imprensa e a sociedade, criando um ambiente de troca de conhecimento e de reflexão sobre os desafios da comunicação na Amazônia".

O presidente executivo do Simineral, Emerson Rocha, destaca que o Workshop chega à sua edição de 2026 com uma programação voltada à atualização profissional e à discussão de temas que vêm transformando a comunicação nas organizações.

"Reunimos profissionais com reconhecida experiência para compartilhar conhecimento, apresentar tendências e discutir ferramentas que já fazem parte da rotina da comunicação. Nosso objetivo é oferecer aos participantes um conteúdo prático e atual, capaz de contribuir para o desenvolvimento profissional e para o fortalecimento da comunicação institucional e jornalística."

O Workshop de Comunicação integra a programação institucional do Simineral em Canaã dos Carajás e reforça o compromisso da entidade com a valorização do jornalismo, o compartilhamento de conhecimento e o fortalecimento das relações com os profissionais responsáveis por levar à sociedade informações de interesse público sobre a mineração na Amazônia.

Durante o evento, o Simineral também reforçará a divulgação da 13ª edição do Prêmio Simineral de Comunicação, que está com inscrições abertas. A iniciativa reconhece reportagens, conteúdos digitais e produções acadêmicas que contribuam para ampliar o conhecimento da sociedade sobre a mineração no Pará, valorizando trabalhos pautados pela qualidade da informação, inovação e responsabilidade. O regulamento, as categorias e o formulário de inscrição estão disponíveis em https://www.simineral.org.br/premiocomunicacao/2026

O encontro conta com o patrocínio de Hydro, Vale, MRN, Ero, Alcoa e Belo Sun, empresas que apoiam iniciativas voltadas à disseminação do conhecimento e ao fortalecimento do diálogo entre o setor mineral e a sociedade. (Raphaela Aguiar/ASCOM)


                                          Imagem: Ascom/Simineral

Encontro vai reforçar também os detalhes para concorrer ao Prêmio Simineral/2026 



quinta-feira, 23 de julho de 2026

 VERÃO AMAZÔNICO

Altas temperaturas intensificam riscos de doenças tropicais

Médicos e equipes de enfermagem enfrentam o desafio de identificar sinais precoces, orientar comunidades e reduzir complicações de saúde

MARABÁ

O verão amazônico, marcado por altas temperaturas, chuvas intensas e períodos de estiagem, cria condições ideais para a proliferação de mosquitos transmissores de doenças tropicais. No sul e sudeste do Pará, especialistas alertam para o aumento de casos de dengue, chikungunya, malária, leptospirose e febre Oropouche. “Esse padrão climático favorece o incremento no número de casos, muitos deles podendo evoluir para quadros graves e até óbitos”, afirma o infectologista Harbi Othman, da Afya/Marabá.

As chuvas irregulares e o acúmulo de água parada em recipientes ou pequenos lagos, formados naturalmente, criam ambientes propícios para a reprodução de mosquitos como o Aedes aegypti e o Anopheles, responsáveis pela transmissão de dengue, chikungunya e malária. Para Othman, medidas simples como o descarte adequado do lixo, uso de repelentes, telas de proteção e mosquiteiros são fundamentais, além da identificação precoce dos pacientes.

A professora Edlainny Araujo Ribeiro, microbiologista e docente da Afya/Redenção, destaca que as equipes de enfermagem enfrentam desafios adicionais no cuidado aos pacientes. “Muitas arboviroses apresentam sinais e sintomas semelhantes, o que dificulta o diagnóstico clínico. Em alguns casos, é necessário recorrer a exames de biologia molecular, ainda pouco disponíveis em municípios menores ou áreas remotas”, explica. Ela cita a febre Mayaro como exemplo de doença endêmica da Amazônia que permanece subdiagnosticada.

De acordo com a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa), o Pará registrou 17 mil casos prováveis de dengue em 2025, uma redução de cerca de 14% em relação ao mesmo período de 2024, quando foram notificados 19,7 mil casos. Apesar da queda nos registros, o número de óbitos aumentou: foram confirmadas 28 mortes em 2025, contra 11 no ano anterior. O dado reforça que, mesmo com menor incidência, a gravidade da doença permanece elevada e exige atenção redobrada das autoridades e da população.

Já os dados do Boletim Epidemiológico Brasileiro mostram que as regiões Norte e Nordeste concentram as maiores taxas de detecção de casos e óbitos por doenças tropicais negligenciadas, cenário diretamente relacionado ao Índice Brasileiro de Privação. Para Edlainny, isso reforça a necessidade de investimentos em pesquisa, controle de vetores e enfrentamento dos determinantes sociais da saúde.

Entre os desafios práticos, a docente aponta a sobrecarga assistencial durante surtos, dificuldades de acesso em áreas ribeirinhas, necessidade de educação dos pacientes para adesão ao tratamento e vigilância epidemiológica integrada. “As mudanças climáticas exigem que os enfermeiros atuem sob a perspectiva de Uma Só Saúde, que considera a interconexão entre saúde ambiental, humana e animal”, ressalta.

O controle da dengue continua sendo um dos maiores desafios. Apesar da existência da vacina CYD-TDV, licenciada em alguns países, a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda cautela e screening pré-vacinal, já que o imunizante mostrou riscos em indivíduos sem infecção prévia. “Enquanto não tivermos uma vacina altamente segura e eficaz, o controle vetorial e as medidas comunitárias ainda são as principais ferramentas”, reforça Edlainny.

Novas tecnologias já estão sendo aplicadas na vigilância ambiental. Othman cita o uso de mosquitos Aedes aegypti infectados com a bactéria Wolbachia, que impede o desenvolvimento de vírus como dengue e chikungunya. Edlainny complementa que drones vêm sendo utilizados para mapear áreas de difícil acesso e identificar criadouros, otimizando ações de controle em regiões rurais e amazônicas.

Entretanto, a melhor forma de evitar a proliferação do mosquito transmissor é a conscientização da população. Mutirões de limpeza, inspeções semanais nos domicílios, caixas d’água tampadas e eliminação de recipientes que acumulam água parada continuam sendo estratégias essenciais. A educação em saúde promovida pelas equipes de enfermagem é decisiva para reduzir complicações e mortalidade. “Comunidades mais informadas e engajadas apresentam melhores indicadores de prevenção e controle, reduzindo hospitalizações e formas graves da doença”, conclui Edlainny. (Elizabeth Ribeiro/Ascom/Facimpa)

         
                                           Imagem: Ilustração

Acúmulo de lixo e água empoçada são "prato cheio" para a proliferação de transmissores de doenças tropicais


terça-feira, 7 de julho de 2026

 COPA DO MUNDO

Excesso de bebidas durante os jogos pode ser um risco à saúde

Na competição, a euforia das torcidas muitas vezes vem acompanhada de copos cheios, mas o excesso de álcool pode transformar a alegria em dor

MARABÁ

Durante os jogos, a festa costuma atravessar fronteiras e invadir salas e bares. A emoção ao assistir às partidas extravasa e as comemorações, independentemente do time, são frequentemente regadas a doses de bebida. Mas se o consumo entra em campo sem estratégia, o resultado pode ser um verdadeiro “gol contra” para a saúde.

A biomédica Jessica Batista de Jesus, docente da Afya/Redenção, alerta que a combinação de álcool, comidas pesadas e noites mal dormidas é como enfrentar uma prorrogação sem preparo físico. “O corpo libera uma descarga massiva de adrenalina, que eleva a pressão e pode desenvolver arritmias e até infartos, mesmo em quem não tem histórico cardíaco”.

Segundo ela, o que muitos chamam de “ressaca forte” pode ser, na verdade, uma sobrecarga perigosa para coração e metabolismo.

Jessica também destaca que os efeitos não se limitam ao dia da partida. “O fígado pode desenvolver esteatose em poucas semanas, enquanto o sistema imunológico perde força, deixando o corpo vulnerável a infecções. É como jogar várias partidas seguidas sem descanso: o time não aguenta”.

Os dados reforçam a preocupação: segundo o Ministério da Saúde, 63,6% dos adultos brasileiros já consumiram álcool e 34,7% praticam consumo pesado episódico. O impacto no sistema de saúde é gigantesco, o SUS gasta R$ 1,1 bilhão por ano em hospitalizações relacionadas ao álcool. A Organização Mundial da Saúde (OMS) alerta que o álcool é responsável por 12 mortes por hora no Brasil, além de custos diretos e indiretos que chegam a R$ 18,8 bilhões anuais.

O médico de família e professor da Afya/Bragança, Aloiso Sampaio, reforça que o primeiro passo é jogar com disciplina: “O principal cuidado é estabelecer limites antes de começar a beber. Alternar álcool com água, alimentar-se bem e nunca dirigir após ingerir bebidas são regras básicas para evitar excessos”. Ele lembra que intoxicação alcoólica, vômitos, quedas e até insuficiência respiratória podem ser consequências imediatas de exageros.

Os sinais de alerta também são claros: sonolência excessiva, fala arrastada, perda de coordenação e dificuldade para respirar exigem atenção imediata. Jessica acrescenta que o estresse e a falta de sono ainda desorganizam a mente, trazendo dores de cabeça, crises de gastrite e até recaídas de ansiedade ou depressão.

Mas nem tudo é cartão vermelho. Medidas simples ajudam a reduzir os impactos do consumo de álcool durante as comemorações. Os especialistas recomendam beber água entre as doses, alimentar-se antes de consumir bebidas alcoólicas, manter uma boa rotina de sono e substituir parte dos petiscos ricos em gordura por frutas ou castanhas. “Evite misturar energético com álcool. Essa combinação pode desencadear arritmias graves”, alerta Jessica Batista. Já Aloiso Sampaio reforça que o principal objetivo das confraternizações deve ser o convívio: “O foco deve ser a convivência e o lazer, não o álcool como protagonista da celebração”. (Elizabeth Ribeiro/Ascom/Facimpa)

                                       Imagem: Ilustração

Um brinde a mais pode significar sérios riscos à saúde




segunda-feira, 15 de junho de 2026

 TREINO NO VERÃO

Segurança e desempenho sem perder o ritmo 

Especialistas explicam como ajustar intensidade, hidratação e alimentação para garantir saúde e resultados duradouros 


MARABÁ

 

O calor intenso da Amazônia anuncia que o verão já chegou. Muitas praias sazonais já estão aparecendo e a chegada das férias está batendo à porta. Por isso, muita gente já está intensificando os treinos em busca de melhorar o corpo. Mas treinar nesse período exige mais do que força de vontade. As altas temperaturas podem interferir no rendimento e até provocar mal-estar.

Felipe Lincoln, profissional de educação física, explica que o calor e a umidade típicos da Amazônia alteram significativamente a percepção de esforço durante os treinos. Segundo ele, “a fadiga pode ser maior do que o normal e a intensidade naturalmente cai”. Por isso, recomenda que os praticantes façam ajustes no volume total de treino, o que inclui repetições, séries e carga, e na densidade, aumentando os intervalos de descanso para evitar sobrecarga.

Além disso, o educador físico ressalta que manter hábitos saudáveis fora da academia é essencial para o bom desempenho. Ele destaca que sono regulado, alimentação equilibrada e hidratação adequada ajudam a prevenir fadiga e câimbras. Para garantir constância mesmo em dias de clima extremo, Felipe sugere treinos ondulatórios, alternando sessões leves, moderadas e pesadas. “Os treinos leves devem ser mais longos e com baixa intensidade, os moderados exigem maior volume de repetições, e os pesados pedem mais carga com intervalos maiores”, orienta.

Já a médica endocrinologista Camila Rodrigues Resende, professora da Afya Redenção, explica que o corpo sofre alterações importantes quando exposto a altas temperaturas e umidade. “O calor aumenta a temperatura corporal e a produção de suor, elevando as perdas de água e eletrólitos, principalmente sódio, potássio e magnésio”.

Para a especialista, a alta umidade dificulta a evaporação do suor, o que compromete a dissipação de calor. O resultado pode ser queda de rendimento físico, fadiga precoce, tontura, dor de cabeça, câimbras e maior risco de desidratação.

A especialista reforça ainda, que a hidratação não deve começar durante o treino, mas sim ao longo de todo o dia. “No verão amazônico, quem aprende a cuidar da hidratação e da alimentação treina melhor, recupera melhor e constrói resultados mais duradouros”, destaca.

Alimentação antes e depois do treino

Camila orienta que a refeição pré-treino seja planejada com antecedência, destacando que uma refeição completa deve ser feita entre duas e três horas antes da atividade, privilegiando carboidratos de fácil digestão e proteínas em quantidade moderada. Já para quem prefere algo mais leve, ela recomenda um lanche entre 30 e 60 minutos antes, como banana com aveia, iogurte com frutas ou tapioca com queijo. A médica alerta ainda para o risco de desconforto gastrointestinal quando se consome alimentos muito gordurosos imediatamente antes do exercício, recomendando que sejam evitados nesse período.

Após o treino, a prioridade é clara: “Hidratação para recuperar o equilíbrio hídrico, reposição energética com carboidratos, especialmente após treinos longos ou intensos e proteína para recuperação e síntese muscular”, esclarece.

Uma estratégia simples, segundo a endocrinologista, é combinar água ou bebida de reposição com uma fonte de carboidrato e uma fonte proteica, por exemplo, fruta com whey protein ou iogurte com banana.

Risco de lesões no verão

Para o médico ortopedista e traumatologista Sanderson Rodrigo do Nascimento Raiol, a chegada do verão costuma levar muitas pessoas a intensificarem a rotina de exercícios, mas esse aumento de carga exige atenção redobrada. Segundo ele, as altas temperaturas e a umidade elevam o desgaste físico e podem aumentar o risco de lesões musculoesqueléticas.

“O mais importante é respeitar os limites do próprio corpo. Muitas vezes, na busca por resultados rápidos, as pessoas aumentam a intensidade dos treinos sem a adaptação necessária, o que pode sobrecarregar músculos, tendões e articulações”, alerta o especialista.

Sanderson recomenda manter uma boa hidratação, realizar aquecimento adequado antes das atividades físicas e aumentar a carga dos exercícios de forma gradual. Ele também destaca a importância de priorizar horários com temperaturas mais amenas, utilizar equipamentos apropriados e garantir uma rotina adequada de sono e alimentação para favorecer a recuperação do organismo.

“Mais importante do que acelerar os resultados é manter a regularidade da prática esportiva de forma segura. O corpo dá sinais quando está sendo exigido além do limite, e saber reconhecê-los é fundamental para prevenir lesões e preservar a saúde”, conclui.

O poder dos alimentos amazônicos

A endocrinologista Camila lembra que a Amazônia oferece alimentos naturais e eficazes para atletas e praticantes de atividade física, como a água de coco, rica em potássio e excelente para hidratação; a banana, fonte de energia rápida e potássio; o abacate, com gorduras boas, magnésio e potássio; a mandioca, que fornece energia para reposição de glicogênio; os peixes amazônicos, com proteína de alta qualidade; além do cupuaçu e do açaí, que concentram antioxidantes e carboidratos ideais para recuperação. Para ela, mais importante do que buscar a perfeição é cultivar cuidado, consistência e paciência, pois “o resultado é consequência”. (Elizabeth Ribeiro/Ascom/Facimpa)

                                        Imagens: Ascom/Facimpa

Felipe orienta ajustes nos treinos para evitar sobrecarga

Alimentos amazônicos são uma poderosa fonte de saúde e recuperação de energia 




quinta-feira, 14 de maio de 2026

 MOFO

Um sério risco para a saúde respiratória

Durante o período chuvoso muitos problemas podem estar associados ao mofo, alerta especialista, que dá dicas importantes de como evitá-lo na casa


MARABÁ

 

Em dias chuvosos, muitas pessoas notam manchas escuras surgindo nas paredes, aquele cheiro característico de mofo que insiste em ficar nos armários e cantos úmidos da casa. Essas situações comuns, que parecem apenas incômodos domésticos, podem esconder riscos sérios para a saúde respiratória, especialmente para quem passa muito tempo em ambientes fechados.

A médica otorrinolaringologista e professora no ambulatório da Afya Marabá, Juliana Carreiro Carvalho, explica que o mofo libera esporos no ar que funcionam como potentes alérgenos e irritantes das vias respiratórias. "Esses esporos podem desencadear ou agravar problemas como rinite alérgica, sinusite e asma", alerta a especialista.

Estudos recentes reforçam essa preocupação: ambientes internos úmidos favorecem o crescimento de fungos que liberam micotoxinas e partículas capazes de provocar tosse, chiado, falta de ar e até agravamento da asma. Crianças e idosos são os grupos mais vulneráveis, apresentando maior risco de complicações respiratórias. Além disso, pesquisas apontam que locais de trabalho com má ventilação e presença de mofo podem gerar afastamentos e queda de produtividade.

A médica destaca que as condições que favorecem o aparecimento do mofo incluem casas mais fechadas, aumento da umidade do ar, acúmulo de mofo em paredes e armários, além de ambientes com pouca ventilação e baixa entrada de luz. "É comum que os sintomas piorem dentro de casa e melhorem ao sair, justamente por causa da concentração desses agentes no ambiente interno", comenta a especialista.

Os sintomas mais frequentes são espirros, coriza, obstrução nasal e irritação nos olhos com coceira. A médica ressalta que o cheiro característico de mofo e as paredes manchadas são sinais claros da presença do problema.

Para prevenir, a especialista recomenda medidas simples, mas eficazes: "Abrir janelas para manter a casa ventilada, evitar o acúmulo de umidade, limpar regularmente as áreas com mofo, evitar tapetes e cortinas pesadas e, se possível, usar desumidificadores".

Quanto aos cuidados médicos, Juliana orienta a lavagem nasal diária com soro fisiológico e o uso de corticoides nasais. Em casos mais severos, a imunoterapia pode ser indicada. "É fundamental procurar atendimento médico se os sintomas persistirem por mais de 10 dias, se houver crises frequentes, chiado no peito ou se a medicação não apresentar melhora", alerta a especialista.

A médica conclui que o mofo é um inimigo silencioso que se intensifica no período chuvoso, e que para atender a essa demanda crescente, a Clínica Acadêmica Afya Marabá oferece consultas gratuitas e de qualidade em diversas especialidades, incluindo pneumologia, clínica médica, ginecologia, odontologia, dermatologia, ortopedia, cardiologia, psicologia, nutrição e pediatria, que lidera o ranking de buscas, superando o número de 700 atendimentos apenas nos meses de fevereiro e março.

De acordo com a Coordenadora do Ambulatório, a enfermeira Rossane Cerqueira Carvalho, todos os atendimentos são realizados por médicos especialistas que supervisionam os alunos, garantindo segurança, acolhimento e atendimento humanizado. “O espaço é estruturado para receber a comunidade com conforto e responsabilidade, e as demandas são atendidas de acordo com as vagas disponíveis, seja por agendamento direto ou encaminhamento pelo SUS. Assim, a clínica cumpre seu papel social e acadêmico, oferecendo cuidado integral à população de Marabá e região, especialmente em períodos críticos como o chuvoso, quando os problemas respiratórios se intensificam”, conclui a coordenadora.

O Ambulatório da Afya Marabá fica localizado na Rodovia Transamazônica, bairro Amapá, às proximidades do Centro de Saúde Pedro Cavalcante. Os atendimentos acontecem de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h30, e aos sábados, das 8h às 12h. (Elizabeth Ribeiro/Ascom/Facimpa) 

             

                                       Imagens: Ascom/Facimpa

 

A especialista Juliana Carreiro dá dicas simples para prevenir contra o mofo 
 
Manter a casa sempre ventilada e uma boa limpeza regular são algumas dessas dicas