sexta-feira, 6 de março de 2026

 

MÚSICA CLÁSSICA

Projeto transforma hospitais em palcos de cura

Iniciativa da Fundação Casa da Cultura proporciona melodias para preencher o vazio e a solidão em leitos hospitalares, quando a música ameniza essas dores

 

MARABÁ

Na última quinta-feira (5 de março), o Brasil celebrou o Dia Nacional da Música Clássica. A data, instituída por Decreto Federal em 2009, não foi escolhida ao acaso, é uma homenagem ao nascimento de Heitor Villa-Lobos, o maestro que apresentou a alma brasileira ao mundo em forma de partituras.

Em Marabá, a celebração vai além dos palcos e ganha corredores de hospitais e lares de acolhimento através do projeto “Música, Arte que Cura, da Fundação Casa da Cultura de Marabá (FCCM).

A iniciativa, que já completa um ano de vigência, rompe a rigidez do ambiente clínico. Músicos da Fundação visitam regularmente o Hospital Municipal (HMM), o Hospital Materno-Infantil (HMI) e o Lar São Vicente de Paulo, provando que a música clássica e instrumental é uma linguagem universal capaz de tocar as emoções mais profundas.

Para o violinista e instrutor da FCCM, Danilo Oliveira, o projeto é uma missão de humanidade. Ele, que iniciou sua trajetória musical aos 26 anos e hoje vive da arte, vê na música um remédio que ele próprio já utilizou.

“A música me tirou de momentos de ansiedade e problemas psicológicos. Ela tem essa missão de transformar vidas, assim como transformou a minha”, revela Danilo.

O músico explica que o repertório variado, que inclui instrumentos como violino e clarinete, busca oferecer conforto a quem enfrenta o isolamento do leito hospitalar.

“Às vezes o paciente se sente deprimido, excluído. A música ameniza essa dor, tanto física como emocional e espiritual. É também uma forma de incentivar e mostrar novos instrumentos para quem nunca teve esse contato”, pontua.

No Hospital Municipal de Marabá, o impacto é visível na rotina de quem cuida e de quem é cuidado. A enfermeira Alina Roberta Ferreira, que também é musicista, destaca que o ambiente hospitalar é naturalmente pesado e que a música atua como um “choque de vida” contra a tristeza do adoecimento.

“O paciente está longe de casa, da família, comendo uma comida diferente. O projeto é um alento. Alguns choram para liberar sentimentos, outros sorriem. A música tem um poder extremamente curativo”, afirma a enfermeira.

Alina ressalta que as melodias despertam lembranças positivas e aceleram a recuperação. “Isso traz sensação de conforto e ajuda muito na perspectiva da alta do nosso paciente. É um projeto fundamental que temos a graça de realizar junto à Casa da Cultura”, conclui a enfermeira.

O projeto “Música, Arte que Cura” vai ao Hospital Materno Infantil (HMI) toda terça-feira, e ao HMM na quarta-feira, com apresentações dos artistas em diferentes áreas do hospital. (Fabiana Alves/Ascom/PMM)


                                         Imagens: Paulo Sérgio Santos

Alina, além de enfermeira também é musicista: "As melodias despertam lembranças... e aceleram a recuperação' 

Instrutor Danilo Oliveira avalia que o projeto trata-se de "uma missão de humanidade"

Projeto está no HMI todas às terças feiras

Música oferece alento para quem enfrenta o isolamento do leito hospitalar 


                                                        

 DIA INTERNACIONAL

Mulheres que superam barreiras para assumir lideranças

Duas trajetórias femininas no Pará revelam que ciência e cuidado também são resistência, e que ocupar espaços de liderança é semear futuro

MARABÁ

A nefrologista pediátrica e professora da Afya/Abaetetuba, Cássia de Barros Lopes, e Ana Cristina Doria dos Santos, biomédica, pesquisadora e coordenadora da COPPEXII na Afya/Redenção, trilharam trajetórias distintas, mas convergentes em propósito. Suas histórias revelam como dedicação, ciência e resistência se entrelaçam para abrir caminhos e inspirar novas gerações de mulheres na Amazônia e no Brasil como um todo.

Cassia: o compromisso de cuidar 

Desde a infância, Cássia descobriu que cuidar não é apenas oferecer ajuda pontual, mas estar presente de forma contínua. Aos 10 anos, um episódio marcou sua percepção: ao participar de um trabalho escolar, convidou dona Maria, uma idosa em situação de vulnerabilidade, para passar o dia na escola. O vínculo não terminou ali. “Eu compreendi ainda que de forma intuitiva, pois ainda era uma criança, que cuidado não é um gesto isolado. Eu queria estar ali, eu queria estar presente”.

Esse olhar se aprofundou na medicina. Na pediatria, encontrou leveza e encantamento no contato com crianças. Na nefrologia pediátrica, mergulhou na complexidade da fisiologia, aprendendo a lidar com hipóteses e incertezas. “É de alta complexidade, não só pela fisiologia, mas pelas doenças que são extremamente agressivas e crônicas, que precisam de um médico com um olhar atento”.

Na coordenação do curso de Medicina em Abaetetuba, Cássia fortaleceu processos pedagógicos e criou projetos inovadores. O Viva Verde promoveu autocuidado e cuidado ambiental, enquanto o Humanar estabeleceu uma rede de mentoria entre estudantes. Sua liderança foi marcada pela defesa da saúde mental e pela valorização do exemplo: “Nós não podemos formar médicos que futuramente valorizem o autocuidado sem eles vivenciarem isso durante a formação”, avalia.

Ao deixar a coordenação e se dedicar à docência e aos atendimentos médicos, tomou uma decisão consciente: dedicar-se ao que considera seu maior impacto - estruturar o raciocínio clínico dos futuros médicos. “Eu acredito que o futuro da formação médica passa por organizar muito melhor o pensamento do estudante sobre incertezas. O meu trabalho, onde os meus olhos brilham, é formar médicos que pensem com estrutura, com fundamentos e que atuem com curiosidade ética”.

As barreiras da liderança feminina

Cássia reflete sobre os desafios de ser mulher em cargos de liderança. Ela reconhece que, historicamente, muitas mulheres precisaram demonstrar competência técnica e firmeza de decisão em ambientes de maior cobrança. No entanto, ressalta que hoje há avanços importantes: instituições têm desenvolvido políticas de apoio à maternidade, saúde mental e valorização da diversidade, criando condições mais favoráveis para que mulheres possam exercer plenamente seus papéis de liderança.

Sua mensagem é de encorajamento: “Não diminuam seus sonhos para caber em expectativas externas. O mundo precisa de mulheres inteiras, que liderem com coragem e sensibilidade”.

Ana Cristina Doria: ciência e resistência 

No coração da Bahia, em Salvador nasceu uma mulher que transformaria sua paixão pelo conhecimento em uma jornada de impacto e transformação. Criada no interior, na cidade de Catu, Ana Cristina Doria dos Santos, mulher preta, nordestina, cresceu enfrentando os desafios de uma sociedade marcada pelo racismo estrutural e pelo patriarcado. Mas foi justamente nesses obstáculos que encontrou combustível para sua luta.

Graduada em Biomedicina pela Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública, descobriu cedo sua paixão pela microbiologia. Em Belém, com o apoio do pai e do irmão, mergulhou nos estudos e conquistou o mestrado e o doutorado em Biotecnologia pela Universidade Federal do Pará.

Hoje, Ana Cristina é referência acadêmica e científica. Docente, pesquisadora, coordenadora de programas de pós-graduação e líder de grupo de pesquisa, ocupa espaços que historicamente foram negados às mulheres negras. Sua atuação vai além da sala de aula e dos laboratórios: ela é presença ativa em hospitais, comitê de ética e iniciativas de inovação científica.

Em novembro de 2025, sua trajetória recebeu um reconhecimento histórico: a Comenda Maria Aguiar, concedida pela Secretaria de Estado de Igualdade Racial e Direitos Humanos do Pará, em parceria com o Conselho Estadual de Políticas de Promoção da Igualdade Racial. Essa distinção celebra mulheres negras que se destacam em seus territórios e áreas de atuação, promovendo igualdade racial, justiça social e valorização das identidades afro-brasileiras e amazônidas.

Ana Cristina mostra que cada conquista feminina é um ato político: “Cada diploma é uma vitória coletiva, e cada passo dado é um convite para que outras mulheres também avancem”. Sua trajetória prova que ciência e resistência caminham juntas, e que ocupar espaços de liderança é abrir caminhos para outras mulheres negras, nordestinas e amazônidas.

Duas histórias, um mesmo propósito 

Cassia e Ana Cristina, cada uma em sua área, revelam que a medicina e a ciência não se sustentam apenas na técnica, mas também na coragem de enfrentar estruturas desiguais e na capacidade de transformar vidas. Ambas nos lembram que formar médicos e cientistas é, antes de tudo, formar pessoas capazes de cuidar, resistir e inspirar.

No Dia Internacional da Mulher, suas trajetórias se encontram como símbolos de força e transformação. Elas mostram que ocupar espaços de liderança não é apenas uma conquista individual, mas um convite coletivo para que outras mulheres também avancem.

De Abaetetuba e Redenção para o Pará e Amazônia, essas mulheres provam que ciência e cuidado são também resistência. Suas histórias nos lembram que ocupar espaços é plantar futuro. (Elizabeth Ribeir/Ascom/Facimpa)

                                        Imagens: Ascom/Facimpa

Cássia de Barros: "Não diminuam seus sonhos... O mundo precisa de mulheres inteiras"

Ana Cristina superou desafios e hoje tem mestrado e doutorado em Biomedicina e Biotecnologia


terça-feira, 20 de janeiro de 2026

AUTOMEDICAÇÃO

Prática constante significa risco silencioso em idosos

Hábito comum entre pessoas de mais idade pode comprometer a saúde, a autonomia e deve ser observada com atenção por familiares e cuidadores

MARABÁ/PA

A cena é recorrente: um comprimido para dor aqui, um chá “natural” ali, um remédio doado do vizinho. Para muitos idosos, a automedicação parece uma solução rápida, mas pode se transformar em um problema grave. Mas para Doralice Lima Roberto, de 89 anos, diagnosticada com demência mista (Alzheimer e vascular) e portadora de múltiplas comorbidades, como glaucoma, osteoporose, hipertensão arterial, insuficiência cardíaca, ansiedade e depressão, isso não acontece. Tudo o que a aposentada toma de medicamentos é rigorosamente controlado pelas filhas.

Dona Dora, como é chamada carinhosamente, é acompanhada por uma geriatra e pelo médico da família da UBS do bairro. Sua rotina inclui o uso contínuo de diversos medicamentos: colírios, suplementação vitamínica, três anti-hipertensivos, uma estatina, dois fármacos para o quadro cognitivo, um antipsicótico, dois ansiolíticos e um para insônia. “Quando surgem intercorrências, mais medicações são acrescentadas, o que exige de nós, cuidadoras, atenção redobrada”, relata uma das filhas.

Para garantir segurança e evitar erros, as três irmãs que se revezam nos cuidados com a mãe criaram um sistema rigoroso de controle: uma tabela com nome, dosagem, horários e observações dos medicamentos, visível na porta da geladeira, com cópias digitais e impressas. As medicações são armazenadas em uma caixa organizadora, fora do alcance da paciente e de crianças. “Sempre que uma de nós precisa sair, repassamos um relatório à outra sobre o que foi administrado, se houve alguma alteração ou esquecimento. A comunicação entre nós é essencial”, explicam.

O relato reforça que lidar com a polifarmácia em idosos exige conhecimento, vigilância e afeto. Segundo a geriatra e professora da Afya Marabá, Recielle Chaves, os riscos vão muito além dos efeitos colaterais. “A automedicação pode causar reações adversas, intoxicações e interferir diretamente no tratamento de doenças crônicas, levando até a internações evitáveis”, alerta.

Com o envelhecimento, o organismo passa por mudanças que tornam os idosos mais vulneráveis aos efeitos dos medicamentos. O fígado e os rins, responsáveis por metabolizar e eliminar substâncias, funcionam mais lentamente. A menor ingestão de água também contribui para que os remédios permaneçam mais tempo no corpo. “Além disso, o sistema nervoso e cardiovascular ficam mais sensíveis, o que faz com que doses seguras para adultos jovens possam ser tóxicas para os idosos”, explica a médica.

Entre os medicamentos mais perigosos quando usados sem orientação estão os anti-inflamatórios e analgésicos comuns, como ibuprofeno e diclofenaco, que podem causar sangramentos digestivos e prejudicar os rins. Sedativos e calmantes aumentam o risco de quedas e confusão mental. Antialérgicos antigos, antibióticos, antivertiginosos e até fitoterápicos também oferecem riscos sérios, especialmente quando combinados com remédios de uso contínuo.

O impacto da automedicação é ainda mais preocupante em pacientes com doenças crônicas. “Alguns medicamentos podem anular o efeito de remédios para hipertensão, diabetes ou doenças cardíacas. Anti-inflamatórios, por exemplo, elevam a pressão arterial e dificultam o controle do diabetes”, afirma a médica Recielle.

A família tem papel essencial na prevenção Acompanhamento médico, organização dos medicamentos e atenção aos sinais de alerta são atitudes que fazem diferença. “Sonolência excessiva, quedas, confusão mental, alterações no apetite ou na urina são sinais que devem ser avaliados com urgência”, orienta.

Assim como a família de Dona Doralice implementou, uma rotina segura inclui o uso de caixas organizadoras, listas atualizadas com nome, dose e horário dos medicamentos, além da eliminação de frascos sem rótulo ou comprimidos soltos. “Todo sintoma novo no paciente idoso deve levantar uma suspeita: será que foi iniciado por algum medicamento?”, reforça a médica.

Mas, e quando é o próprio idoso que tem que se medicar? Segundo o enfermeiro Marcos Vinícios Ferreira, Mestre em Ciências e Meio Ambiente; Especialista em Urgência, Emergência e UTI e Especialista em Saúde da Pessoa Idosa, que atua na Afya Redenção, os erros mais comuns cometidos por pessoas idosas envolvem esquecer doses, tomar remédios repetidos achando que não tomaram antes, confundir comprimidos parecidos, usar medicamentos vencidos e seguir orientações antigas, sem perceber que a prescrição já mudou.

Nesses casos, de acordo com Marcos, as estratégias de atenção e cuidado com a medicação podem fazer toda a diferença. “Para garantir o uso correto dos remédios quando o idoso mora sozinho, vale combinar lembretes, visitas periódicas de um familiar, conferência semanal dos medicamentos e, se possível, acompanhamento de um profissional de saúde. Manter uma rotina fixa também faz diferença, porque o hábito facilita a adesão”, complementa.

Para Recielle Chaves, o cuidado com os medicamentos é um ato de amor e responsabilidade. “A automedicação parece algo simples, mas pode ser muito perigosa para o idoso. A melhor forma de cuidar é acompanhar com atenção, manter o diálogo com o médico e nunca acrescentar nada sem orientação”, enfatiza.

Sobre a Afya

A Afya, maior ecossistema de educação e tecnologia em medicina no Brasil, reúne 38 Instituições de Ensino Superior, 33 delas com cursos de Medicina e 25 unidades promovendo pós-graduação e educação continuada em áreas médicas e de saúde em todas as regiões do país. São 3.653 vagas de Medicina aprovadas e 3.543 vagas de medicina em operação, com mais de 24 mil alunos formados nos últimos 25 anos. Pioneira em práticas digitais para aprendizagem contínua e suporte ao exercício da Medicina, 1 a cada 3 médicos e estudantes de Medicina no país utiliza ao menos uma solução digital do portfólio, como Afya Whitebook, Afya iClinic e Afya Papers. Primeira empresa de educação médica a abrir capital na Nasdaq em 2019, a Afya recebeu prêmios do jornal Valor Econômico, incluindo “Valor Inovação” (2023) como a mais inovadora do Brasil e “Valor 1000” (2021, 2023, 2024 e 2025) como a melhor empresa de educação. Virgílio Gibbon, CEO da Afya, foi reconhecido como o melhor CEO na área de Educação pelo prêmio “Executivo de Valor” (2023). Em 2024, a empresa passou a integrar o programa “Liderança com ImPacto”, do Pacto Global da ONU no Brasil, como porta-voz da ODS 3 - Saúde e Bem-Estar. Mais informações em: www.afya.com.br e ir.afya.com.br. (Elizabeth Ribeiro/Ascom/Facimpa)

                                      Imagem: Divulgação

Os cuidados medicamentosos com Dona Dora exigem atenção redobrada


sexta-feira, 9 de janeiro de 2026

 PASSIONAL

Suspeita de comandar morte de empresário se entrega

Fim de relacionamento conturbado resultou na execução de Alexandre Araújo, em dezembro do ano passado em Tucumã

 

MARABÁ (PA)

A mulher apontada como principal investigada pela morte do empresário Alexandre Araújo Andrade, de 30 anos, assassinato registrado em dezembro do ano passado no município de Tucumã, sudeste do Pará, apresentou-se espontaneamente à Polícia Civil na quinta-feira (8), em Marabá. Girlane dos Santos Coelho compareceu à 21ª Seccional Urbana acompanhada de uma advogada e teve o mandado de prisão preventiva cumprido.

O homicídio ocorreu na madrugada de 12 de dezembro, quando Alexandre foi encontrado sem vida dentro de uma caminhonete S10 branca, na Avenida Brasil. O veículo havia se chocado contra um poste após o empresário ser atingido por um disparo de arma de fogo na região da nuca.

Conforme a Polícia Civil, por volta das 2h28 equipes foram acionadas para atender uma ocorrência de homem ferido dentro de um automóvel. Ao chegarem ao local, os agentes encontraram a vítima já em óbito, apesar das tentativas de reanimação feitas por duas mulheres que estavam nas proximidades. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) confirmou a morte.

As apurações iniciais indicam que o empresário vinha sendo perseguido por outro veículo instantes antes do acidente. Durante a perseguição, ocupantes desse carro teriam efetuado os disparos que resultaram na morte da vítima.

Alexandre Araújo Andrade era empresário do ramo da gastronomia e bastante conhecido em Ourilândia do Norte, município vizinho a Tucumã, onde mantinha um restaurante. A suspeita, Girlane dos Santos Coelho, também residia na cidade e exercia a função de diretora de uma Unidade Básica de Saúde (UBS). Segundo informações levantadas pela investigação, os dois mantiveram um relacionamento amoroso conturbado, marcado por separações e reconciliações.

À época do crime, a Justiça de Tucumã decretou a prisão preventiva de Girlane, que passou à condição de foragida. Após se apresentar em Marabá, cidade localizada a cerca de 400 quilômetros de Tucumã, ela foi submetida a exame de corpo de delito e encaminhada ao presídio feminino, onde permanece custodiada.

A suspeita deverá ser transferida para Tucumã, onde ficará à disposição da Justiça. As investigações continuam com o objetivo de esclarecer completamente o homicídio e verificar a eventual participação de outros envolvidos. (Com informações do repórter Jucelino Show, de Tucumã)

                             Imagens: De Rede Social

Alexandre ainda tentou fugir dos algozes mas acabou se envolvendo em acidente 

Depoimento de Girlane ainda não foi divulgado à Imprensa







FÉRIAS

Viagem tranquila exige também cuidados com o lanche  

Como preparar cardápios práticos e seguros para viagens longas em família, sem se preocupar com as famosas paradas rápidas e "fora do roteiro"

MARABÁ (PA)

Elizabete Ribeiro, jornalista e mãe de três filhos, um adolescente e um casal de crianças de 3 e 6 anos, está se preparando para encerrar as férias com uma viagem em família. O destino é o litoral nordestino, e o trajeto será feito de carro. Serão muitas horas na estrada, e a preocupação dela vai além das malas e brinquedos: como manter todos bem alimentados sem depender de compras em locais desconhecidos, que podem não oferecer segurança ou qualidade? 

Entre organizar roupas, separar lembranças e pensar nas paradas, Elizabete sabe que os lanches são parte essencial da viagem. Afinal, ninguém quer lidar com fome, indisposição ou alimentos estragados no meio do caminho. Para entender melhor como planejar esse detalhe tão importante, ela buscou orientação com a enfermeira Aline de Oliveira Vieira, especialista em CME (Centro de Material Esterilizado) e professora do Curso de Enfermagem da Afya Redenção. 

Aline explica que o segredo está nos cuidados simples. “Higienizar bem frutas e utensílios é fundamental”, destaca. Ela recomenda ainda o uso de bolsas térmicas e porções individuais, que facilitam o consumo e evitam bagunça. 

Mas o que não combina com viagem? Carnes, embutidos, queijos cremosos e iogurtes ficam fora da lista. “Esses alimentos estragam rápido sem refrigeração”, alerta Aline. O mesmo vale para preparações com maionese e ovos cozidos. Para os pequenos, a dica é apostar em frutas já cortadas, sanduíches simples, biscoitos caseiros e mix de castanhas. “Água deve estar sempre disponível”, reforça. Adultos podem variar mais, incluindo alimentos integrais e fibrosos, mas sem exagerar no açúcar. 

Quer praticidade sem apelar para pacotes prontos? Aline sugere sanduíches preparados em casa, bolinhos embalados individualmente e até água saborizada com frutas. “É possível ser prático e saudável ao mesmo tempo”, garante. Manter a garrafinha por perto evita dores de cabeça e indisposição. Crianças e idosos precisam de atenção especial, já que desidratam mais rápido. Refrigerantes, energéticos e sucos artificiais devem ficar de fora. 

Em viagens de carro, como é o caso de Elizabete, vale levar bolsa térmica e planejar paradas para refeições leves. Já no avião, a aposta são lanches secos e embalados, como frutas secas e biscoitos, sempre respeitando as regras de embarque. Planeje lanches para cada 2 a 3 horas de viagem e garanta pelo menos 500 ml de água por pessoa em trajetos curtos. “Evite excesso de comida para não carregar peso desnecessário”, aconselha Aline. 

A enfermeira defende ainda que realizar os preparos de lanches em casa garante qualidade e higiene, mas reconhece que snacks prontos podem ser aliados. “O ideal é combinar: frutas e sanduíches caseiros com alguns snacks prontos, sempre observando o prazo de validade”. Afinal, lanches bem pensados tornam a viagem mais tranquila e evitam imprevistos.

Sobre a Afya:

A Afya, maior ecossistema de educação e tecnologia em medicina no Brasil, reúne 38 Instituições de Ensino Superior, 33 delas com cursos de Medicina e 25 unidades promovendo pós-graduação e educação continuada em áreas médicas e de saúde em todas as regiões do país.

São 3.653 vagas de Medicina aprovadas e 3.543 vagas de medicina em operação, com mais de 24 mil alunos formados nos últimos 25 anos.

Pioneira em práticas digitais para aprendizagem contínua e suporte ao exercício da Medicina, um a cada três médicos e estudantes de Medicina no país utiliza ao menos uma solução digital do portfólio, como Afya Whitebook, Afya iClinic e Afya Papers.

Primeira empresa de educação médica a abrir capital na Nasdaq em 2019, a Afya recebeu prêmios do jornal Valor Econômico, incluindo “Valor Inovação” (2023) como a mais inovadora do Brasil e “Valor 1000” (2021, 2023, 2024 e 2025) como a melhor empresa de educação. Virgílio Gibbon, CEO da Afya, foi reconhecido como o melhor CEO na área de Educação pelo prêmio “Executivo de Valor” (2023). Em 2024, a empresa passou a integrar o programa “Liderança com ImPacto”, do Pacto Global da ONU no Brasil, como porta-voz da ODS 3 - Saúde e Bem-Estar. Mais informações em: www.afya.com.br e ir.afya.com.br. 


                                          Imagem: Ascom/Facimpa

Alimentação das crianças é imprescindível para evitar transtornos 


sexta-feira, 5 de dezembro de 2025

 DEZEMBRO LARANJA

Altas temperaturas exigem cuidados especiais com a pele

Com sol forte o ano inteiro e alta exposição a radiação ultravioleta, Marabá vive uma realidade que torna a campanha nacional ainda mais urgente

MARABÁ

A campanha nacional de prevenção ao câncer de pele, promovida pela Sociedade Brasileira de Dermatologia, ganha força no Pará, estado que registrou 299 casos da doença de janeiro a agosto de 2025, com 71 óbitos até julho. Os dados são da Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa). Embora não estejam segmentados por município, cidades como Marabá, com clima quente e intensa atividade ao ar livre, estão entre as mais vulneráveis.

O câncer de pele é o tipo mais comum no Brasil, representando cerca de 33% de todos os diagnósticos oncológicos. Em Marabá, a conscientização é essencial, especialmente entre trabalhadores rurais, ribeirinhos e profissionais que se expõem ao sol diariamente. A campanha Dezembro Laranja busca ampliar o acesso à informação, incentivar o uso regular de protetor solar e promover ações educativas e atendimentos gratuitos.

Instituições como a Afya Marabá têm papel estratégico nesse cenário, com ambulatório-escola, projetos de extensão e ações comunitárias que podem transformar a realidade local. A prevenção começa com informação e o Dezembro Laranja é o momento ideal para reforçar esse compromisso com a saúde da pele.

Para a dermatologista Hannah Gripp, professora da Afya Marabá e atuante no ambulatório-escola da instituição, o Dezembro Laranja é uma oportunidade de conscientizar a população sobre cuidados simples que podem salvar vidas. “Essa campanha ajuda a lembrar as pessoas para olhar mais para a própria pele, identificar sinais suspeitos e adotar o hábito de usar protetor solar o ano inteiro, não só no verão”, afirma.

Entre os principais sinais de alerta, Hannah destaca a regra do ABCDE, uma ferramenta prática para observar pintas e lesões: A- Assimetria; B - Bordas irregulares; C - Cor variável; D - Diâmetro maior que 6 mm; E - Evolução (mudança no aspecto da lesão). Quanto mais cedo for detectado o problema, maiores são as chances de um tratamento eficaz. “Fazer o autoexame da pele e consultar um dermatologista são atitudes simples que podem fazer uma grande diferença no futuro”, explica a dermatologista.

Além do protetor solar, ela recomenda o uso de chapéus, óculos escuros, roupas com proteção UV, evitar o sol entre 10h e 16h e buscar sombra sempre que possível. “Luzes artificiais também podem contribuir para o envelhecimento da pele, então é bom evitar”, alerta.

É importante destacar ainda que em períodos nublados ainda há a luminosidade solar, então o cuidado deve ser diário e constante, ainda mais quando temos um sol para cada pessoa, como brincam muitos. 

O ambulatório-escola da Afya Marabá realiza atendimentos gratuitamente em diversas especialidades, inclusive dermatologia. De janeiro a setembro já foram realizados 353 atendimentos nessa área. As consultas podem ser feitas através de encaminhamento médico, a partir de consultas nas Unidades Básicas de Saúde do município, ou com agendamento diretamente no ambulatório, que fica localizado na rodovia Transamazônica, bairro Amapá, próximo ao Centro da Cidade nova. A unidade funciona de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h45, e aos sábados de 8h ao meio-dia. 

Sobre a Afya

A Afya, maior ecossistema de educação e tecnologia em medicina no Brasil, reúne 38 Instituições de Ensino Superior, 33 delas com cursos de Medicina e 25 unidades promovendo pós-graduação e educação continuada em áreas médicas e de saúde em todas as regiões do país. São 3.653 vagas de Medicina aprovadas e 3.543 vagas de medicina em operação, com mais de 24 mil alunos formados nos últimos 25 anos. Pioneira em práticas digitais para aprendizagem contínua e suporte ao exercício da Medicina, 1 a cada 3 médicos e estudantes de Medicina no país utiliza ao menos uma solução digital do portfólio, como Afya Whitebook, Afya iClinic e Afya Papers. Primeira empresa de educação médica a abrir capital na Nasdaq em 2019, a Afya recebeu prêmios do jornal Valor Econômico, incluindo “Valor Inovação” (2023) como a mais inovadora do Brasil e “Valor 1000” (2021, 2023, 2024 e 2025) como a melhor empresa de educação. Virgílio Gibbon, CEO da Afya, foi reconhecido como o melhor CEO na área de Educação pelo prêmio “Executivo de Valor” (2023). Em 2024, a empresa passou a integrar o programa “Liderança com ImPacto”, do Pacto Global da ONU no Brasil, como porta-voz da ODS 3 - Saúde e Bem-Estar. Mais informações em: www.afya.com.br e ir.afya.com.br. (Elizabeth Ribeiro/Ascom/Facimpa)

                              Imagem: divulgação

Dezembro Laranja é uma oportunidade de conscientizar sobre cuidados simples que podem salvar vidas 


 

 


sexta-feira, 21 de novembro de 2025

                                TEMPO

                 NILSON SANTOS*

 Tempo

Porque pedes um tempo?

Se tempo voa que nem o vento

E nem temos tempo de ver o tempo passar

Um tempo; pra que?

Não temos todo o tempo para o tempo que o tempo quer

O tempo passa tão rápido,

Que nem dá tempo de perceber, que já fomos consumidos pelo tempo

Ah!, o tempo...

Porque queres um tempo?

Pra que?

O tempo não vai resgatar o tempo,

que se foi

E, se te oferecer o tempo,

Esse vai parar no tempo

E não vai resgatar o tempo, que se perdeu com o tempo

Ah! Já não temos mais tempo

Nosso tempo se esvaiu no tempo

Que se foi com o vento

Tempos passados

Tempos vividos

Tempos perdidos...

Ah!, se pudesse voltar no tempo,

Para não perder tanto tempo perdido

Em tempos que já se foram;

Tempo

Porque pedes um tempo?

Não, não;

Já não tenho tempo,

Para perder meu tempo,

com tempos vãs

 

            *Radialista, Jornalista, poeta nas horas vagas

                         Imagem: Ilustração