terça-feira, 20 de janeiro de 2026

AUTOMEDICAÇÃO

Prática constante significa risco silencioso em idosos

Hábito comum entre pessoas de mais idade pode comprometer a saúde, a autonomia e deve ser observada com atenção por familiares e cuidadores

MARABÁ/PA

A cena é recorrente: um comprimido para dor aqui, um chá “natural” ali, um remédio doado do vizinho. Para muitos idosos, a automedicação parece uma solução rápida, mas pode se transformar em um problema grave. Mas para Doralice Lima Roberto, de 89 anos, diagnosticada com demência mista (Alzheimer e vascular) e portadora de múltiplas comorbidades, como glaucoma, osteoporose, hipertensão arterial, insuficiência cardíaca, ansiedade e depressão, isso não acontece. Tudo o que a aposentada toma de medicamentos é rigorosamente controlado pelas filhas.

Dona Dora, como é chamada carinhosamente, é acompanhada por uma geriatra e pelo médico da família da UBS do bairro. Sua rotina inclui o uso contínuo de diversos medicamentos: colírios, suplementação vitamínica, três anti-hipertensivos, uma estatina, dois fármacos para o quadro cognitivo, um antipsicótico, dois ansiolíticos e um para insônia. “Quando surgem intercorrências, mais medicações são acrescentadas, o que exige de nós, cuidadoras, atenção redobrada”, relata uma das filhas.

Para garantir segurança e evitar erros, as três irmãs que se revezam nos cuidados com a mãe criaram um sistema rigoroso de controle: uma tabela com nome, dosagem, horários e observações dos medicamentos, visível na porta da geladeira, com cópias digitais e impressas. As medicações são armazenadas em uma caixa organizadora, fora do alcance da paciente e de crianças. “Sempre que uma de nós precisa sair, repassamos um relatório à outra sobre o que foi administrado, se houve alguma alteração ou esquecimento. A comunicação entre nós é essencial”, explicam.

O relato reforça que lidar com a polifarmácia em idosos exige conhecimento, vigilância e afeto. Segundo a geriatra e professora da Afya Marabá, Recielle Chaves, os riscos vão muito além dos efeitos colaterais. “A automedicação pode causar reações adversas, intoxicações e interferir diretamente no tratamento de doenças crônicas, levando até a internações evitáveis”, alerta.

Com o envelhecimento, o organismo passa por mudanças que tornam os idosos mais vulneráveis aos efeitos dos medicamentos. O fígado e os rins, responsáveis por metabolizar e eliminar substâncias, funcionam mais lentamente. A menor ingestão de água também contribui para que os remédios permaneçam mais tempo no corpo. “Além disso, o sistema nervoso e cardiovascular ficam mais sensíveis, o que faz com que doses seguras para adultos jovens possam ser tóxicas para os idosos”, explica a médica.

Entre os medicamentos mais perigosos quando usados sem orientação estão os anti-inflamatórios e analgésicos comuns, como ibuprofeno e diclofenaco, que podem causar sangramentos digestivos e prejudicar os rins. Sedativos e calmantes aumentam o risco de quedas e confusão mental. Antialérgicos antigos, antibióticos, antivertiginosos e até fitoterápicos também oferecem riscos sérios, especialmente quando combinados com remédios de uso contínuo.

O impacto da automedicação é ainda mais preocupante em pacientes com doenças crônicas. “Alguns medicamentos podem anular o efeito de remédios para hipertensão, diabetes ou doenças cardíacas. Anti-inflamatórios, por exemplo, elevam a pressão arterial e dificultam o controle do diabetes”, afirma a médica Recielle.

A família tem papel essencial na prevenção Acompanhamento médico, organização dos medicamentos e atenção aos sinais de alerta são atitudes que fazem diferença. “Sonolência excessiva, quedas, confusão mental, alterações no apetite ou na urina são sinais que devem ser avaliados com urgência”, orienta.

Assim como a família de Dona Doralice implementou, uma rotina segura inclui o uso de caixas organizadoras, listas atualizadas com nome, dose e horário dos medicamentos, além da eliminação de frascos sem rótulo ou comprimidos soltos. “Todo sintoma novo no paciente idoso deve levantar uma suspeita: será que foi iniciado por algum medicamento?”, reforça a médica.

Mas, e quando é o próprio idoso que tem que se medicar? Segundo o enfermeiro Marcos Vinícios Ferreira, Mestre em Ciências e Meio Ambiente; Especialista em Urgência, Emergência e UTI e Especialista em Saúde da Pessoa Idosa, que atua na Afya Redenção, os erros mais comuns cometidos por pessoas idosas envolvem esquecer doses, tomar remédios repetidos achando que não tomaram antes, confundir comprimidos parecidos, usar medicamentos vencidos e seguir orientações antigas, sem perceber que a prescrição já mudou.

Nesses casos, de acordo com Marcos, as estratégias de atenção e cuidado com a medicação podem fazer toda a diferença. “Para garantir o uso correto dos remédios quando o idoso mora sozinho, vale combinar lembretes, visitas periódicas de um familiar, conferência semanal dos medicamentos e, se possível, acompanhamento de um profissional de saúde. Manter uma rotina fixa também faz diferença, porque o hábito facilita a adesão”, complementa.

Para Recielle Chaves, o cuidado com os medicamentos é um ato de amor e responsabilidade. “A automedicação parece algo simples, mas pode ser muito perigosa para o idoso. A melhor forma de cuidar é acompanhar com atenção, manter o diálogo com o médico e nunca acrescentar nada sem orientação”, enfatiza.

Sobre a Afya

A Afya, maior ecossistema de educação e tecnologia em medicina no Brasil, reúne 38 Instituições de Ensino Superior, 33 delas com cursos de Medicina e 25 unidades promovendo pós-graduação e educação continuada em áreas médicas e de saúde em todas as regiões do país. São 3.653 vagas de Medicina aprovadas e 3.543 vagas de medicina em operação, com mais de 24 mil alunos formados nos últimos 25 anos. Pioneira em práticas digitais para aprendizagem contínua e suporte ao exercício da Medicina, 1 a cada 3 médicos e estudantes de Medicina no país utiliza ao menos uma solução digital do portfólio, como Afya Whitebook, Afya iClinic e Afya Papers. Primeira empresa de educação médica a abrir capital na Nasdaq em 2019, a Afya recebeu prêmios do jornal Valor Econômico, incluindo “Valor Inovação” (2023) como a mais inovadora do Brasil e “Valor 1000” (2021, 2023, 2024 e 2025) como a melhor empresa de educação. Virgílio Gibbon, CEO da Afya, foi reconhecido como o melhor CEO na área de Educação pelo prêmio “Executivo de Valor” (2023). Em 2024, a empresa passou a integrar o programa “Liderança com ImPacto”, do Pacto Global da ONU no Brasil, como porta-voz da ODS 3 - Saúde e Bem-Estar. Mais informações em: www.afya.com.br e ir.afya.com.br. (Elizabeth Ribeiro/Ascom/Facimpa)

                                      Imagem: Divulgação

Os cuidados medicamentosos com Dona Dora exigem atenção redobrada


sexta-feira, 9 de janeiro de 2026

 PASSIONAL

Suspeita de comandar morte de empresário se entrega

Fim de relacionamento conturbado resultou na execução de Alexandre Araújo, em dezembro do ano passado em Tucumã

 

MARABÁ (PA)

A mulher apontada como principal investigada pela morte do empresário Alexandre Araújo Andrade, de 30 anos, assassinato registrado em dezembro do ano passado no município de Tucumã, sudeste do Pará, apresentou-se espontaneamente à Polícia Civil na quinta-feira (8), em Marabá. Girlane dos Santos Coelho compareceu à 21ª Seccional Urbana acompanhada de uma advogada e teve o mandado de prisão preventiva cumprido.

O homicídio ocorreu na madrugada de 12 de dezembro, quando Alexandre foi encontrado sem vida dentro de uma caminhonete S10 branca, na Avenida Brasil. O veículo havia se chocado contra um poste após o empresário ser atingido por um disparo de arma de fogo na região da nuca.

Conforme a Polícia Civil, por volta das 2h28 equipes foram acionadas para atender uma ocorrência de homem ferido dentro de um automóvel. Ao chegarem ao local, os agentes encontraram a vítima já em óbito, apesar das tentativas de reanimação feitas por duas mulheres que estavam nas proximidades. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) confirmou a morte.

As apurações iniciais indicam que o empresário vinha sendo perseguido por outro veículo instantes antes do acidente. Durante a perseguição, ocupantes desse carro teriam efetuado os disparos que resultaram na morte da vítima.

Alexandre Araújo Andrade era empresário do ramo da gastronomia e bastante conhecido em Ourilândia do Norte, município vizinho a Tucumã, onde mantinha um restaurante. A suspeita, Girlane dos Santos Coelho, também residia na cidade e exercia a função de diretora de uma Unidade Básica de Saúde (UBS). Segundo informações levantadas pela investigação, os dois mantiveram um relacionamento amoroso conturbado, marcado por separações e reconciliações.

À época do crime, a Justiça de Tucumã decretou a prisão preventiva de Girlane, que passou à condição de foragida. Após se apresentar em Marabá, cidade localizada a cerca de 400 quilômetros de Tucumã, ela foi submetida a exame de corpo de delito e encaminhada ao presídio feminino, onde permanece custodiada.

A suspeita deverá ser transferida para Tucumã, onde ficará à disposição da Justiça. As investigações continuam com o objetivo de esclarecer completamente o homicídio e verificar a eventual participação de outros envolvidos. (Com informações do repórter Jucelino Show, de Tucumã)

                             Imagens: De Rede Social

Alexandre ainda tentou fugir dos algozes mas acabou se envolvendo em acidente 

Depoimento de Girlane ainda não foi divulgado à Imprensa







FÉRIAS

Viagem tranquila exige também cuidados com o lanche  

Como preparar cardápios práticos e seguros para viagens longas em família, sem se preocupar com as famosas paradas rápidas e "fora do roteiro"

MARABÁ (PA)

Elizabete Ribeiro, jornalista e mãe de três filhos, um adolescente e um casal de crianças de 3 e 6 anos, está se preparando para encerrar as férias com uma viagem em família. O destino é o litoral nordestino, e o trajeto será feito de carro. Serão muitas horas na estrada, e a preocupação dela vai além das malas e brinquedos: como manter todos bem alimentados sem depender de compras em locais desconhecidos, que podem não oferecer segurança ou qualidade? 

Entre organizar roupas, separar lembranças e pensar nas paradas, Elizabete sabe que os lanches são parte essencial da viagem. Afinal, ninguém quer lidar com fome, indisposição ou alimentos estragados no meio do caminho. Para entender melhor como planejar esse detalhe tão importante, ela buscou orientação com a enfermeira Aline de Oliveira Vieira, especialista em CME (Centro de Material Esterilizado) e professora do Curso de Enfermagem da Afya Redenção. 

Aline explica que o segredo está nos cuidados simples. “Higienizar bem frutas e utensílios é fundamental”, destaca. Ela recomenda ainda o uso de bolsas térmicas e porções individuais, que facilitam o consumo e evitam bagunça. 

Mas o que não combina com viagem? Carnes, embutidos, queijos cremosos e iogurtes ficam fora da lista. “Esses alimentos estragam rápido sem refrigeração”, alerta Aline. O mesmo vale para preparações com maionese e ovos cozidos. Para os pequenos, a dica é apostar em frutas já cortadas, sanduíches simples, biscoitos caseiros e mix de castanhas. “Água deve estar sempre disponível”, reforça. Adultos podem variar mais, incluindo alimentos integrais e fibrosos, mas sem exagerar no açúcar. 

Quer praticidade sem apelar para pacotes prontos? Aline sugere sanduíches preparados em casa, bolinhos embalados individualmente e até água saborizada com frutas. “É possível ser prático e saudável ao mesmo tempo”, garante. Manter a garrafinha por perto evita dores de cabeça e indisposição. Crianças e idosos precisam de atenção especial, já que desidratam mais rápido. Refrigerantes, energéticos e sucos artificiais devem ficar de fora. 

Em viagens de carro, como é o caso de Elizabete, vale levar bolsa térmica e planejar paradas para refeições leves. Já no avião, a aposta são lanches secos e embalados, como frutas secas e biscoitos, sempre respeitando as regras de embarque. Planeje lanches para cada 2 a 3 horas de viagem e garanta pelo menos 500 ml de água por pessoa em trajetos curtos. “Evite excesso de comida para não carregar peso desnecessário”, aconselha Aline. 

A enfermeira defende ainda que realizar os preparos de lanches em casa garante qualidade e higiene, mas reconhece que snacks prontos podem ser aliados. “O ideal é combinar: frutas e sanduíches caseiros com alguns snacks prontos, sempre observando o prazo de validade”. Afinal, lanches bem pensados tornam a viagem mais tranquila e evitam imprevistos.

Sobre a Afya:

A Afya, maior ecossistema de educação e tecnologia em medicina no Brasil, reúne 38 Instituições de Ensino Superior, 33 delas com cursos de Medicina e 25 unidades promovendo pós-graduação e educação continuada em áreas médicas e de saúde em todas as regiões do país.

São 3.653 vagas de Medicina aprovadas e 3.543 vagas de medicina em operação, com mais de 24 mil alunos formados nos últimos 25 anos.

Pioneira em práticas digitais para aprendizagem contínua e suporte ao exercício da Medicina, um a cada três médicos e estudantes de Medicina no país utiliza ao menos uma solução digital do portfólio, como Afya Whitebook, Afya iClinic e Afya Papers.

Primeira empresa de educação médica a abrir capital na Nasdaq em 2019, a Afya recebeu prêmios do jornal Valor Econômico, incluindo “Valor Inovação” (2023) como a mais inovadora do Brasil e “Valor 1000” (2021, 2023, 2024 e 2025) como a melhor empresa de educação. Virgílio Gibbon, CEO da Afya, foi reconhecido como o melhor CEO na área de Educação pelo prêmio “Executivo de Valor” (2023). Em 2024, a empresa passou a integrar o programa “Liderança com ImPacto”, do Pacto Global da ONU no Brasil, como porta-voz da ODS 3 - Saúde e Bem-Estar. Mais informações em: www.afya.com.br e ir.afya.com.br. 


                                          Imagem: Ascom/Facimpa

Alimentação das crianças é imprescindível para evitar transtornos 


sexta-feira, 5 de dezembro de 2025

 DEZEMBRO LARANJA

Altas temperaturas exigem cuidados especiais com a pele

Com sol forte o ano inteiro e alta exposição a radiação ultravioleta, Marabá vive uma realidade que torna a campanha nacional ainda mais urgente

MARABÁ

A campanha nacional de prevenção ao câncer de pele, promovida pela Sociedade Brasileira de Dermatologia, ganha força no Pará, estado que registrou 299 casos da doença de janeiro a agosto de 2025, com 71 óbitos até julho. Os dados são da Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa). Embora não estejam segmentados por município, cidades como Marabá, com clima quente e intensa atividade ao ar livre, estão entre as mais vulneráveis.

O câncer de pele é o tipo mais comum no Brasil, representando cerca de 33% de todos os diagnósticos oncológicos. Em Marabá, a conscientização é essencial, especialmente entre trabalhadores rurais, ribeirinhos e profissionais que se expõem ao sol diariamente. A campanha Dezembro Laranja busca ampliar o acesso à informação, incentivar o uso regular de protetor solar e promover ações educativas e atendimentos gratuitos.

Instituições como a Afya Marabá têm papel estratégico nesse cenário, com ambulatório-escola, projetos de extensão e ações comunitárias que podem transformar a realidade local. A prevenção começa com informação e o Dezembro Laranja é o momento ideal para reforçar esse compromisso com a saúde da pele.

Para a dermatologista Hannah Gripp, professora da Afya Marabá e atuante no ambulatório-escola da instituição, o Dezembro Laranja é uma oportunidade de conscientizar a população sobre cuidados simples que podem salvar vidas. “Essa campanha ajuda a lembrar as pessoas para olhar mais para a própria pele, identificar sinais suspeitos e adotar o hábito de usar protetor solar o ano inteiro, não só no verão”, afirma.

Entre os principais sinais de alerta, Hannah destaca a regra do ABCDE, uma ferramenta prática para observar pintas e lesões: A- Assimetria; B - Bordas irregulares; C - Cor variável; D - Diâmetro maior que 6 mm; E - Evolução (mudança no aspecto da lesão). Quanto mais cedo for detectado o problema, maiores são as chances de um tratamento eficaz. “Fazer o autoexame da pele e consultar um dermatologista são atitudes simples que podem fazer uma grande diferença no futuro”, explica a dermatologista.

Além do protetor solar, ela recomenda o uso de chapéus, óculos escuros, roupas com proteção UV, evitar o sol entre 10h e 16h e buscar sombra sempre que possível. “Luzes artificiais também podem contribuir para o envelhecimento da pele, então é bom evitar”, alerta.

É importante destacar ainda que em períodos nublados ainda há a luminosidade solar, então o cuidado deve ser diário e constante, ainda mais quando temos um sol para cada pessoa, como brincam muitos. 

O ambulatório-escola da Afya Marabá realiza atendimentos gratuitamente em diversas especialidades, inclusive dermatologia. De janeiro a setembro já foram realizados 353 atendimentos nessa área. As consultas podem ser feitas através de encaminhamento médico, a partir de consultas nas Unidades Básicas de Saúde do município, ou com agendamento diretamente no ambulatório, que fica localizado na rodovia Transamazônica, bairro Amapá, próximo ao Centro da Cidade nova. A unidade funciona de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h45, e aos sábados de 8h ao meio-dia. 

Sobre a Afya

A Afya, maior ecossistema de educação e tecnologia em medicina no Brasil, reúne 38 Instituições de Ensino Superior, 33 delas com cursos de Medicina e 25 unidades promovendo pós-graduação e educação continuada em áreas médicas e de saúde em todas as regiões do país. São 3.653 vagas de Medicina aprovadas e 3.543 vagas de medicina em operação, com mais de 24 mil alunos formados nos últimos 25 anos. Pioneira em práticas digitais para aprendizagem contínua e suporte ao exercício da Medicina, 1 a cada 3 médicos e estudantes de Medicina no país utiliza ao menos uma solução digital do portfólio, como Afya Whitebook, Afya iClinic e Afya Papers. Primeira empresa de educação médica a abrir capital na Nasdaq em 2019, a Afya recebeu prêmios do jornal Valor Econômico, incluindo “Valor Inovação” (2023) como a mais inovadora do Brasil e “Valor 1000” (2021, 2023, 2024 e 2025) como a melhor empresa de educação. Virgílio Gibbon, CEO da Afya, foi reconhecido como o melhor CEO na área de Educação pelo prêmio “Executivo de Valor” (2023). Em 2024, a empresa passou a integrar o programa “Liderança com ImPacto”, do Pacto Global da ONU no Brasil, como porta-voz da ODS 3 - Saúde e Bem-Estar. Mais informações em: www.afya.com.br e ir.afya.com.br. (Elizabeth Ribeiro/Ascom/Facimpa)

                              Imagem: divulgação

Dezembro Laranja é uma oportunidade de conscientizar sobre cuidados simples que podem salvar vidas 


 

 


sexta-feira, 21 de novembro de 2025

                                TEMPO

                 NILSON SANTOS*

 Tempo

Porque pedes um tempo?

Se tempo voa que nem o vento

E nem temos tempo de ver o tempo passar

Um tempo; pra que?

Não temos todo o tempo para o tempo que o tempo quer

O tempo passa tão rápido,

Que nem dá tempo de perceber, que já fomos consumidos pelo tempo

Ah!, o tempo...

Porque queres um tempo?

Pra que?

O tempo não vai resgatar o tempo,

que se foi

E, se te oferecer o tempo,

Esse vai parar no tempo

E não vai resgatar o tempo, que se perdeu com o tempo

Ah! Já não temos mais tempo

Nosso tempo se esvaiu no tempo

Que se foi com o vento

Tempos passados

Tempos vividos

Tempos perdidos...

Ah!, se pudesse voltar no tempo,

Para não perder tanto tempo perdido

Em tempos que já se foram;

Tempo

Porque pedes um tempo?

Não, não;

Já não tenho tempo,

Para perder meu tempo,

com tempos vãs

 

            *Radialista, Jornalista, poeta nas horas vagas

                         Imagem: Ilustração

 


 COP 30

Incêndio repercute e interrompe negociações climáticas

Incidente provocou pânico e muito corre-corre no momento em que se discutia uma das pautas mais importantes do encontro

BELÉM/PA

 

A imprensa internacional repercutiu amplamente o incêndio registrado nesta quinta-feira (20) em um dos pavilhões da COP30, em Belém (PA). As chamas atingiram áreas da Zona Azul, no Pavilhão dos Países, e levaram a evacuação de delegados, jornalistas e equipes de apoio. Segundo o governo do Pará, não houve registro de feridos, mas ainda não há informações oficiais sobre as causas do incidente.

Veículos estrangeiros relataram o momento em que o fogo começou e destacou-se a evacuação da área. A BBC, do Reino Unido, colocou o incêndio na manchete de seu site, informando que repórteres da própria emissora presenciaram as chamas. A rede também relatou que um membro da delegação britânica estava próximo do local quando o fogo se espalhou, lembrando que o episódio ocorre enquanto representantes de cerca de 200 países tentam avançar em acordos climáticos.

A Associated Press, dos Estados Unidos, informou que sua equipe precisou ser retirada imediatamente do pavilhão e ressaltou que o incêndio aconteceu na véspera do encerramento da conferência. O Clarín, da Argentina, destacou que o episódio ocorre em meio às negociações sobre transição energética e financiamento climático. Já jornais americanos e franceses enfatizaram que o incidente “mergulhou a cúpula em caos”, interrompendo discussões consideradas decisivas. (Imperador Notícias)

 SAÚDE PÚBLICA

População negra ainda enfrenta discriminação no atendimento

Especialista expõe as desigualdades raciais na saúde pública, onde ainda há barreiras históricas de acesso, acolhimento e dignidade; e falta empatia

MARABÁ

Cerca de 80% da população paraense se identifica como negra e, os indicadores de saúde revelam profundas desigualdades raciais que comprometem o acesso e a qualidade do cuidado. Segundo dados do IBGE, a taxa de desnutrição entre crianças negras no estado é significativamente mais alta, especialmente entre meninos pardos, com índices que saltaram de 6% para 8,5% nos últimos anos. 

Além disso, a percepção da própria saúde entre adultos pretos e pardos é alarmante: mais de 62% avaliam sua saúde como ruim ou regular, refletindo não apenas condições clínicas, mas também o impacto do racismo institucional. A população negra do Pará também enfrenta maior prevalência de doenças crônicas não transmissíveis, como hipertensão e diabetes, agravadas pela dificuldade de acesso a serviços de prevenção e tratamento. Esses dados escancaram a urgência de políticas públicas que enfrentem o racismo na saúde com ações estruturantes e reparadoras. 

Para a médica generalista, docente e preceptora em Atenção Primária à Saúde da Afya Marabá, Hannah de Castro Santis, o significado da data (o Dia da Consciência Negra)* está diretamente ligado aos princípios que regem o Sistema Único de Saúde (SUS). “Quando falamos de equidade, estamos reforçando a necessidade de ações afirmativas em saúde. O racismo estrutural é reconhecido como um determinante social da saúde pela Política Nacional de Saúde Integral da População Negra”, afirma.

Segundo a médica, embora o SUS seja universal, nem todos têm o mesmo acesso. “A integralidade exige que o paciente seja visto como um todo - sua história, seu contexto social, cultural e racial. Isso impacta diretamente no diagnóstico, no tratamento e no acolhimento”, explica Hannah.

A desigualdade racial na saúde se revela também nos números. A população negra apresenta maior incidência de doenças como hipertensão e diabetes, além de enfrentar taxas mais altas de mortalidade materna. Hannah Santis destaca ainda os dados alarmantes sobre violência contra mulheres negras no Pará, tema de seu trabalho de conclusão de curso. “Em todas as variáveis: sexual, religiosa, moral, psicológica, financeira, as mulheres negras sofrem mais”, relata.

A médica também aponta o abandono escolar como um fator que afeta diretamente o histórico de saúde de crianças negras, associando-o à negligência, desnutrição e doenças do neurodesenvolvimento. “Tudo isso precisa ser considerado na prática clínica”, reforça.

Na Afya Marabá, ações concretas têm sido realizadas para enfrentar essas desigualdades desde a formação médica. “Vejo os alunos indo a locais de difícil acesso, levando saúde às populações vulneráveis e aprendendo a importância da escuta ativa e do acolhimento. O paciente que não é bem recebido na porta de entrada do SUS não volta mais. E isso afeta diretamente sua saúde”, alerta.

Hannah acredita que a mudança começa na atitude de cada profissional. “O médico não tem mais desculpa para dizer que não sabia. A ética, a humanização e as políticas públicas são ensinadas desde o início da formação. Cabe a nós romper barreiras, combater o preconceito e garantir dignidade no cuidado”, afirma.

Ela destaca ainda o papel transformador das ações de extensão como o PIEPI, que levam estudantes às escolas e comunidades, promovendo educação em saúde desde a infância. “É emocionante ver os resultados dessas ações. Elas mostram que é possível formar profissionais comprometidos com a equidade e com o respeito à diversidade”.

No Dia da Consciência Negra, mais do que nunca, o que todos devem entender é que cuidar da saúde da população negra exige mais do que técnica, é necessário empatia, escuta, compromisso e coragem para transformar a atual realidade. Como conclui a médica Hannah Santis, “o paciente pode chegar carregando uma história de dor e preconceito. É nosso papel acolher, entender e garantir que ele receba não só tratamento, mas respeito e humanidade”.

Serviço:

Sobre a Afya

A Afya, maior ecossistema de educação e tecnologia em medicina no Brasil, reúne 38 Instituições de Ensino Superior, 33 delas com cursos de Medicina e 25 unidades promovendo pós-graduação e educação continuada em áreas médicas e de saúde em todas as regiões do país.

São 3.653 vagas de Medicina aprovadas e 3.543 vagas de medicina em operação, com mais de 24 mil alunos formados nos últimos 25 anos. Pioneira em práticas digitais para aprendizagem contínua e suporte ao exercício da Medicina, 1 a cada 3 médicos e estudantes de Medicina no país utiliza ao menos uma solução digital do portfólio, como Afya Whitebook, Afya iClinic e Afya Papers. Primeira empresa de educação médica a abrir capital na Nasdaq em 2019, a Afya recebeu prêmios do jornal Valor Econômico, incluindo “Valor Inovação” (2023) como a mais inovadora do Brasil e “Valor 1000” (2021, 2023, 2024 e 2025) como a melhor empresa de educação. Virgílio Gibbon, CEO da Afya, foi reconhecido como o melhor CEO na área de Educação pelo prêmio “Executivo de Valor” (2023). Em 2024, a empresa passou a integrar o programa “Liderança com ImPacto”, do Pacto Global da ONU no Brasil, como porta-voz da ODS 3 - Saúde e Bem-Estar.

Mais informações em: www.afya.com.br e ir.afya.com.br. (Elizabeth Ribeiro/Ascom/Facimpa)

*o Dia da Consciência Negra é comemorado sempre no dia 20 de novembro, feriado nacional (nota do Editor)

Médica Hannah Santis: "Integralidade exige que o paciente seja visto como um todo"

Mais da metade da população negra no Pará avalia sua saúde como ruim ou regular