A dona de casa Tânia de Souza e o motorista João Fredson
sabem bem o quanto o tratamento médico adequado faz a diferença.
Em março de
2015, ela, que é gêmea, recebeu a notícia de que estava grávida de três
crianças.
A informação foi um susto para a família, uma vez que a vinda dos
bebês não foi planejada pelo casal.
Ela foi encaminhada ao Hospital Regional do
Sudeste do Pará (HRSP), por ser a única unidade pública da região a atender
casos de gestação de alto risco.
E se tornou o primeiro caso de trigêmeos
nascidos no hospital.
Atualmente, em média, a instituição realiza dez partos de
alto risco a cada mês.
“Eles nasceram de sete meses e precisaram ficar um mês na
UTI. Mas, um ano depois, estão todos fortes e crescidos. Continuam sendo
acompanhados por pediatras do hospital. O atendimento daqui é nota dez”,
comenta o pai das crianças.
A Unidade de Terapia Intensiva Neonatal é um dos
diferenciais do Hospital Regional do Sudeste do Pará – Dr. Geraldo Veloso
(HRSP), em Marabá, que completou dez anos na última quarta-feira, 19.
A unidade
foi uma das primeiras criadas no processo de regionalização da saúde no Estado
e, atualmente, é referência em atendimento de trauma de média e de alta
complexidade para mais de 1 milhão de pessoas em 22 municípios da região.
Em uma
década, o hospital realizou mais de 2.700.000 atendimentos, entre internações,
cirurgias, consultas, exames e sessões de reabilitação especializada.
Segundo o diretor Geral da unidade, Valdemir Girato, a
instalação do hospital garantiu à população serviços que não existiam na
região, como Unidade de Terapia Intensiva Neonatal e cirurgia
buco-maxilo-facial.
Ele comenta que o fato de ter uma unidade desse porte na
região já é um diferencial no tratamento do paciente.
“Quando o hospital não
existia, a população precisava se deslocar para a capital para fazer tratamento
e, em alguns casos, ficar longe de casa por um longo período. Agora o paciente
não precisa sair daqui, pois tem um serviço especializado na região”, diz o
administrador.
Gerações
A comerciante Glicélia de Oliveira Brito, de 44 anos, também
se diz satisfeita com o atendimento do Hospital Regional de Marabá.
Ela
acompanhou o tratamento do pai, seu João, de 77 anos, internado na unidade após
quebrar a perna. “O Regional é maravilhoso. O atendimento é excelente e não nos
falta nada, graças a Deus”, afirmou a usuária.
De acordo com ela, o pai não foi o único da família a ser
atendido na unidade. “Há quase dez anos, eu mesma fui atendida aqui. Meu dente
inflamou, eu não conseguia comer nada e fiquei com falta de ar. Aí me trouxeram
para cá. Fui curada, graças a Deus, primeiramente, e depois aos médicos. Minha
mãe também já precisou de atendimento. Ela tem osteoporose e artrite. Quebrou a
perna e precisou de cirurgia”, disse.
Pertencente ao Governo do Estado e gerenciada pela Pró-Saúde
Associação Beneficente de Assistência Social e Hospitalar, o Hospital Regional
de Marabá possui 115 leitos, dos quais 77 são de unidades de internação clínica
e cirúrgica e 38 de Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) – 20 de UTI Adulto,
nove de UTI Pediátrica e nove de UTI Neonatal.
O foco do atendimento é nas
especialidades de neurocirurgia, traumatologia, ortopedia e cirurgia geral.
O
índice de satisfação do usuário, nesses anos, é de 94%. (Aretha Fernandes/ Agência Pará de Notícias)
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O casal Fredson e Tânia e os filhos saudáveis; foi o primeiro caso de trigêmeos no Hospital Regional |