quinta-feira, 4 de maio de 2023

Itacaiúnas
Anúncio de terceira ponte provoca especulação imobiliária

Lotes que valiam entre dez e quinze mil, da noite para o dia supervalorizaram quase ou mais que o dobro; mas está atraindo investimentos 

NILSON SANTOS

          A anunciada terceira ponte do rio Itacaiúnas, que deve ligar o bairro Filadélfia, no Núcleo Cidade Nova, à rodovia Transamazônica, saindo ao lado do quartel da Polícia Militar (4º BPM), ainda não teve seu projeto “parido” do papel vegetal. Mas, a obra, se ainda não decolou, pelo menos já serviu para um fato curioso: a especulação urbana com vistas ao mercado imobiliário e empresas diversas.
          É certo que o projeto já vem sendo especulado há algum tempo, mas que num primeiro momento não chegou a despertar maior atenção em torno do assunto, encarado com certo ceticismo. Em janeiro do ano passado, o panorama mudou. A presença de trabalhadores para fazer a sondagem no local, e trabalho de topografia, já deixou os moradores do Filadélfia mais otimistas. Não só eles, mas também dos outros bairros do entorno, como Vale do Itacaiúnas, São Miguel da Conquista, Novo Horizonte e Belo Horizonte, que serão beneficiados diretamente.

Fenômeno

          A partir de então aconteceu uma supervalorização de lotes por todo o Filadélfia, bairro que margeia o rio Itacaiúnas. Um terreno de 10x30, que antes valia em torno de R$ 10 mil à 12 mil, dependendo da localização, pulou rapidamente para cerca de 15 mil à 30 mil reais. Somente uma área mais extensa, localizada a poucos metros de onde a ponte deve sair, pulou de R$ 40 para R$ 80 mil. E por aí vai.

          De olho nesse mercado promissor, o imobiliário, tem empresário investindo pesado no bairro. Alguns estão “arrematando” de quatro a cinco lotes, ou mais, desde que sejam vizinhos. Mas outros ramos diversificados, estão chegando também.

          Exemplo disso é um empreendedor do ramo da Energia Solar, e de Material Elétrico e de Construção. Franklin Rommel Fernandes. Em pouco tempo já adquiriu vários lotes no bairro. Onde tem áreas disponíveis, ele vai comprando, com o intuito de ampliar a presença física de suas empresas. Na Rua Seis de Junho já está construindo um grande galpão para facilitar a logística de suas empresas e, um pouco mais acima, na rua Armando Brito, está em andamento uma loja de materiais de construção. O galpão, disse, será para a montagem dos painéis das placas solares, além de servir também como depósito.  

          Na hora mesmo em que estava gravando esta entrevista, Rommel teve que interromper para atender uma ligação de seu advogado. Este estava informando sobre a aquisição de mais quatro lotes, no Filadélfia.

          O empresário não nega ter sido atraído para o local, pela promessa da ponte. Ele acredita que o bairro Filadélfia venha a deslumbrar um grande desenvolvimento, tão logo o sonho da passarela se torne realidade. “Pela facilidade de escoamento”.

          Apesar da demora para o início da obra, Rommel não perde o otimismo. Ele acredita no comprometimento do prefeito Sebastião Miranda (PSD). “Com certeza vai sair (a ponte). O Tião é um prefeito comprometido com obras. Acredito que dentro do seu portfólio de grandes realizações, vai ser mais um feito em sua grande gestão”, confia o empresário.

          Sobre os vários terrenos que vêm comprando no bairro Filadélfia, Rommel Fernandes não esconde que, num futuro próximo, venha à investir também no ramo imobiliário. E dá uma dica para outros empreendedores: “este é o momento (de comprar áreas). Eu já estou comprando meus terrenos e aqui serão fincadas minhas empresas, como marco para o bairro Filadélfia”. O empresário reconhece que realmente os preços das áreas supervalorizaram, da noite para o dia, a partir do anúncio de que em janeiro passado o projeto da ponte iria deslanchar. O que acabou não acontecendo.


          Já o professor e também empresário David Freitas, nega que tenha sido atraído para o bairro pela promessa da ponte. Do ramo dos pré-moldados, manilhas, pingadeiras e broquetes, ele garante ter desembarcado na área pela oferta de bons terrenos a preços compatíveis, na época. Chegou há três anos e, hoje, seus lotes já estão valendo quase, ou mais que o dobro de quando os comprou.

A empresa do professor David já está em plena atividade, e com oferta de empregos para a mão de obra especializada, no próprio bairro.  


          Outros empreendimentos também estão chegando, gradativamente. Todos de olho na grande demanda e a promessa de desenvolvimento que o bairro Filadélfia deve experimentar, com o advento da nova ponte. Uma empresa do ramo imobiliário comprou e já murou a área da antiga Cerita, que foi uma das mais tradicionais produtoras de telhas e tijolos da Marabá de outrora.

           Supermercados, Transportadoras, distribuidoras de bebidas, de água e de gás, entre outras, também estão otimistas em torno do potencial econômico, vislumbrado para o bairro Filadélfia.

A Ponte

          Orçada em R$ 109 milhões, a terceira ponte sobre o rio Itacaiúnas terá 524 metros de extensão, com 12m de largura; 1,85 metros destinados à faixa de passeio. O prazo para a execução da obra, a partir do seu início, será de 20 meses.

          De acordo com informações do engenheiro civil Fábio Moreira, titular da Secretaria de Viação e Obras Públicas de Marabá (SEVOP), os trabalhos devem iniciar em meados de maio.

          Dos R$ 109 milhões à serem empregados no projeto, 50 milhões já foram aportados pelo governo do Estado do Pará, enquanto os restantes 59 milhões vêm de recursos próprios do município.


                                     Imagens: Blog do Cara Feia


Empresário Rommel Fernandes vem investindo pesado no Filadélfia  

Área onde serão instalados os galpões das empresas Rommel 

Lotes praticamente dobraram de preços com anúncio da terceira ponte


quinta-feira, 14 de abril de 2022

 

          ESPELHO MEU
                    NILSON SANTOS*
 
Espelho, espelho meu
Porque mentes pra mim?
Se tornou inimigo meu?

     Te olho
     Vejo tudo diferente
     Meio que embaçado;
     O rosto que visualizo
     Já não é o mesmo que dantes

Estás a me ludibriar?
Mágica?
Essa imagem que refletes,
É fruto de alguma pirotecnia?
Aquelas linhas
Que mais parecem sulcos
Na beirada de meus olhos
Me explica por favor
Espelho meu
Tentas me passar alguma mensagem?
Mostrar, o que não consigo vê?
 
      Porque tudo se faz embaçado?
     Firmo bem meus olhos
     Que chegam a lacrimejar
     E já não vejo o rosto de outrora
     
O que aconteceu?
Que manchas são essas,
Que pigmentam aqui e ali?
E essas marcas profundas
Vincadas,
Em linhas emaranhadas?

     Espelho, espelho meu
     Porque mentes pra mim?

Esses cabelos caneados,
Quando foram plantados aí?
Seria ilusão de ótica?

     Ah, entendi,
     Amigo espelho meu,
     São apenas maquiagens do tempo,
     Né?

Para que possa encenar outro papel
Nesse palco mal iluminado
Da vida que segue

     Mas, que papel?
     Serei o ator principal?
     Ou mero coadjuvante,
     De importância secundária?

Talvez palhaço
Da vida desiludida

     Não, não mente pra mim,
     Espelho, espelho meu.
 
*Jornalista, Radialista, Poeta nas horas vagas
          12/04/2022

                                              *Apenas ilustração


terça-feira, 22 de março de 2022

 PA-150

Trecho precário preocupa motoristas

São exatos quatro quilômetros de muitas buraqueiras que colocam em risco as vidas de quem circula por ali

NILSON SANTOS

     A visível falta de serviço de conservação periódica aliada ao período chuvoso que tem castigado a região sudeste do Pará, vêm contribuindo para castigar um trecho da PA-150, entre os bairros de São Félix e Morada Nova, em Marabá. O trecho em questão é relativamente pequeno, exatos 4 quilômetros, segundo o que a reportagem teve o cuidado de conferir, de ponta a ponta e in loco.

     Mas, as verdadeiras “crateras” que se formaram em alguns pontos da pista, são suficientes para provocarem enormes danos materiais, sem falar nas possíveis perdas de vidas em casos de acidentes.

     Os buracos são tantos que, motoristas, sejam de carros pequenos, de ônibus ou de grandes carretas, têm que realizar verdadeiros malabarismos para tentar desviar desses entraves. Missão quase impossível. “É desviar de um (buraco) e cair em outro maior”, reclama o caminhoneiro José Maria Pinheiro, 35 anos de estradas por esse País afora e, que já sofreu muitos prejuízos, não só neste, mas também em vários outros trechos não menos danificados, seja lá por onde ele anda transportando mercadorias variadas. Pinheiro foi ouvido em um posto de gasolina.

     Para quem trafega pela PA-150, especificamente nesse trecho citado na matéria, é muito comum observar carros parados na beira da estrada, com algum tipo de problema, seja mecânico, ou não. Situações como pneus cortados em algumas das “crateras”, eixo quebrado, ou algum para-choque que não resistiu aos impactos, entre outros. Às vezes até mesmo alguma colisão. Já foram registrados vários acidentes nesse perímetro.

     O caso é recorrente. Acidentes no local já produziram vítimas fatais, provocando revolta entre moradores do Residencial Tiradentes, no bairro Morada Nova, e até mesmo em São Félix. Inclusive com alguns atos de  interdição da rodovia, quando o tráfego de veículos ficou interrompido por algumas horas. Manifestações que surtiram efeito apenas paliativo.

     Recentemente foi realizada uma operação tapa buraco, um pouco depois do acesso ao Residencial Tiradentes, rumo a São Félix. Duas máquinas pesadas estiveram no local executando o serviço, o tráfego de veículos teve que ser interrompido parcialmente e de forma revezada, o que provocou um grande engarrafamento, muitas reclamações e inúmeros transtornos por várias longas horas. 

     E foi só isso. Menos de um mês depois dessa “mega” operação, a buraqueira já está ressurgindo.

     Às proximidades daquela popular venda de caldo de cana, também teve esquema parecido, com resultados não menos decepcionante. O que demonstra serviço de péssima qualidade, sem trazer nenhuma tranquilidade para motoristas e condutores de motos, que diariamente trafegam por esse castigado trecho dessa rodovia estadual.

     Nesses mesmos quatro quilômetros, daqui acolá é possível observar uns pedaços de “remendos”, sem muito efeito prático. Já que, bem ao lado, já surgiram outros buracos.

     Para tentar evitar passar diretamente pelas buraqueiras, motoristas têm duas opções: ou vão para a contra mão ou tentam o acostamento; mas, nenhuma delas recomendáveis. Até porque acostamento propriamente não existe, além do que a beirada da pista está tomada pelo matagal. E, para piorar, sem nenhum tipo de sinalização. Encarar os buracos é inevitável.

     “Mete o pau” – No palco da problemática não foi possível ouvir nenhum condutor de veículos. Não há condições de ninguém parar para dar entrevistas.

     Mas, ao perceberem a presença da reportagem colhendo imagens para ilustrar a matéria, a reação dos motoristas foram as mais variadas. Uns apontavam o polegar para baixo, indicando a indignação com a situação da rodovia, enquanto outros chegaram a gritar o chavão “mete o pau”, sugerindo a que a matéria não poupasse críticas à situação precária daquele trecho da rodovia.

     Em um ponto específico, a reportagem conseguiu conversar com alguns motoristas de aplicativos. Esses, por motivos óbvios, pediram para não serem identificados. Mas, as reclamações foram unânimes. Todos protestaram pelas péssimas condições de trafegabilidade, em apenas 4 quilômetros de extensão, entre o Residencial Tiradentes, e a sinaleira eletrônica, nas imediações do bairro Francolândia.

     “O buraco é teu” – Em entrevista para uma TV online local, o secretário de Obras do município de Marabá, engenheiro Fábio Moreira, esclareceu que esse trecho entre Morada Nova até o quilômetro 6 da Nova Marabá, é competência do Estado, já que se trata de uma PA.

     A reportagem tentou, mas não conseguiu manter nenhum contanto com algum 

representante da Secretaria de Estado de Transporte (Setran) do Estado do Pará, 

para saber dos planejamentos para a recuperação da alça viária ao longo da 

Rodovia PA-150, especificamente desse ínfimo trecho tratado na matéria.


                    Fotos: Nilson santos

As imagens dispensam legendas
 





























terça-feira, 15 de junho de 2021

     GARIS DOS RIOS ESCANCARARAM "EDUCAÇÃO" DE BANHISTAS 

Equipe percorre margens e praias ao longo dos rios Tocantins e Itacaiúnas e vai recolhendo toneladas de lixos "esquecidos" por veranistas sem noção


               NILSON SANTOS


     O trabalho é diário e começa logo cedo, pela manhã. Inicialmente são quatro barcos de pequeno porte, com equipe de quatro pessoas em cada um, incluindo o piloto.


     A lida não é nada fácil: recolher o lixo das praias e margens dos rios Tocantins e Itacaiúnas, deixadas ao longo do dia, por banhistas e veranistas ávidos de um bom divertimento, mas sem qualquer compromisso com o meio ambiente e, ou com a própria saúde.


     Pessoas sem noção, ou sem qualquer tipo de educação.


     A iniciativa de cuidar das praias e suas margens, e tentar manter o assoreamento intacto é da Secretaria de Meio Ambiente da Prefeitura Municipal de Marabá. Projeto já tem cerca de dois anos.    


     "O pior mesmo é nos finais de semana, e feriados".


     Desabafo é de Wellington Lima, um dos Garis dos Rios, ou Agente de Conservação e que está nessa atividade desde o início da implantação do projeto.


     Na camisa a frase: "Cuidando do Nosso Patrimônio, os Rios", bem indica a importância desse trabalho que, segundo ele, é desenvolvido com muita entrega pessoal e, satisfação pelo que está fazendo.


     "Infelizmente as pessoas não entendem da necessidade de recolher os lixos na hora em que encerram seus piqueniques. Vão embora e deixam muita sujeira para trás", reclama.


     Mas, como toda regra tem sua exceção, há também os poucos, mas bons exemplos:


    "Mas tem local que a gente chega (em praias)* e já tem lá o lixo recolhido em saquinhos. A gente só faz recolher para o barco", elogia o Agente de Conservação.


     Lima ensina que a importância desse trabalho não está apenas em manter as praias e seus entornos, limpos. Mas também na preservação da própria vida marinha.


     Tartarugas, tracajás e jacarés, segundo ele, estão muito propensos a engolir garrafas pets, copos de plásticos e outros detritos e, correm o rico de morrerem engasgados.


     Redes de nylon ao longo do rios também oferecem perigo para botos e outras espécies.


     "Um colega meu esses dias salvou um boto, que estava preso em uma dessas redes", relata ele, com orgulho.


     As equipes de Agentes de Conservação têm como área de atuação até os limites com os municípios de São João do  Araguaia e Itupiranga, respectivamente, pelos rios Araguaia e Tocantins, além das praias e balneários ao longo do rio Itacaiúnas, até a área limítrofe.


     O trabalho dessa turma tem mostrado bons resultados, além de demonstrar o quanto parte da população que busca o relax nas orlas e praias locais tem espírito de "sujismundo".


     "Por semana a gente recolhe entre meia, e uma tonelada de lixo, que fica espalhado pelas praias", expõe o gari dos rios.


      Não é pouco. Todo esse entulho é levado para container's que ficam no entorno de uma náutica, na Transmangueira, de onde são recolhidos pelos caminhões específicos e levados para o lixão do município.


      Wellington Lima sabe que o trabalho da equipe será redobrado na época do veraneio, no mês de julho, muito embora ainda não haja nenhuma programação oficialmente anunciada pela Prefeitura, em função da pandemia do Covid 19 que continua fazendo vítimas.


     O Agente de Conservação aproveita a entrevista que concedeu ao blogger, para fazer um apelo aos veranistas: "Gente, vamos ter mais consciência ambiental; vamos ter  mais amor pelo nosso meio ambiente e preservar nossas praias e nossos rios, pelo bem de todos nós e de nossos filhos", finaliza.


     O slogan na camisa de trabalho de Lima já expressa tudo, em poucas palavras: "Cuidando do Nosso Patrimônio, os Rios".


* grifo nosso


               Imagens: Nilson Santos

                                   Também cedidas pela equipe de Agentes de Conservação 



Wellington e seus colegas percorrem diariamente praias e margens dos rios locais

Semanalmente os garis dos rios recolhem entre meia, e uma tonelada de detritos diversos 

Equipe segue para a margem da Transmangeira...

... onde o lixo é depositado em containers e segue para o lixão 

Agentes de Conservação recolhem todo o tipo de detritos...

... deixados para trás pelos "sujismundos" das praias

Um flagrante da falta de bom senso e descompromisso com o meio ambiente




    


            


      

domingo, 28 de março de 2021

                                      FINAL DE SEMANA "REMOSO" EM MARABÁ

Entre as vítimas está o sargento Edson, da Polícia Militar; homicídios e outros acidentes também marcaram o início da Semana Santa


          A "bruxa" esteve solta neste início de Semana Santa em Marabá.

          Assassinatos, acidentes com vítimas fatais e brigas diversas movimentaram os plantões dos órgãos de segurança pública da cidade.

          Um dos acidentes rodoviários teve como vítima o sargento Edson, lotado há vários anos no 4º Batalhão da Polícia Militar (BPM), de Marabá.

          O militar era bastante conhecido na região sudeste do Pará, onde já tinha atuado em vários municípios

          Atualmente estava lotado como comandante do Destacamento da Vila Sororó, distante cerca de 40 quilômetros de Marabá, sentido Eldorado de Carajás.

         Era para onde o militar estava seguindo na madrugada de sábado, quando a caminhonete que estava dirigindo colidiu com uma caçamba.

         O veículo menor praticamente virou um monte de ferro retorcido.

         Não há maiores detalhes sobre o que teria motivado a colisão.

         Chovia na hora do acidente e a pista da BR-155 estava bastante escorregadia.

          Sargento Edson morreu na hora, tendo ficado com o corpo prensado entre o volante e o assento do motorista.  

          Também  na BR-155, às proximidades do Parque de Exposição, a vítima fatal de acidente foi Leandro Rodrigues dos Santos, 35 anos.

          Ele pilotava uma moto e colidiu com um carro, não identificado.       

          Em outro acidente, em área urbana da Nova Marabá, uma jovem identificada como Joice colidiu a moto que pilotava com uma caminhonete Amarock.

          A morte teria sido instantânea.

          Segundo as primeiras informações, Joice estaria trafegando em alta velocidade e pela contramão.

          Acidente foi na marginal da Folha 33.

          Em homicídios distintos, foram vitimados o adolescente G.O.M., conhecido como "Biozinho", 16 anos; e um homem que seria presidiário já que estava usando uma tornozeleira eletrônica.

          O menor foi executado com tiro na cabeça, crime ocorrido na Folha 33 da Nova Marabá.

          Apesar da pouca idade, mas informações dão conta que "Biozinho" já possuía uma "folha corrida" no submundo bastante intensa.

           Era acusado, inclusive, de ter matado o próprio irmão,  há poucos anos.

            Também seria fugitivo do Centro de Internação do Adolescente Masculino (CIAM). Esta informação não foi confirmada.

          Já o outro assassinato ocorreu em área comercial do KM 7 da Nova Marabá. Ambos na sexta feira.

          Já na noite de sábado, tiroteio pesado na Folha 12, às proximidades do antigo clube Chico Melo.

          Um homem, não identificado pelo blogger, foi executado com vários tiros, em via pública.

         A reportagem está levantando detalhes sobre mais esse acontecimento sangrento, podendo atualizar a página a qualquer momento.

         Para todos os casos, a Polícia Judiciária abriu inquérito investigativo. 


                                     IMAGENS: De Redes Sociais



Sargento Edson tinha vários anos nas fileiras da Polícia Militar do Pará


                    Caminhonete do militar teria derrapado na pista molhada
   


                Corpo de Joice ficou exposto até chegada da equipe de remoção

sábado, 21 de novembro de 2020

                                     POESIA; A MINHA...

                         NILSON SANTOS*

 

Sou poeta;

Não me fiz, já nasci assim,

Voltado às letras.

Escrever me faz respirar,

Ao contrário, me sinto sufocar

 

     Sou poeta das paixões fugidias,

     Que vêm e que vão...

     Dos amores eternos,

     Dos amores efêmeros;

     Os que fazem sorrir,

     Ou fazem chorar...

 

Um poeta quase não dorme;

Cedo da noite está a namorar

Sob o luar e as estrelas,

Ou apenas a namorar,

A lua e as estrelas

   (buscando inspiração);

E, já de madrugada,

É acordado com as rimas

A tamborilar seu cérebro.

Antes mesmo que o galo cante,

Já fluíram os primeiros versos,

Pariram várias melodias.

 

     Ah!, sou poeta;

     Das lágrimas, pelos amores perdidos,

     Do sorriso fácil,

     Pelo novo amor que chegou;

     E assim, entre espinhos,

     Ou o perfume do jardim florido,

     Minhas rimas vão nascendo,

     Ganhando o “sabor” da poesia...

 

Dos que se foram,

Restam a doce saudade;

Do que acaba de florescer,

A certeza de que doces melodias

Hei de cantar.

 

     Já vivi muitos amores;

     Amei, fui amado,

     Já sorri,

     ... sofri, na hora do adeus.

 

“Fútil” – hão de julgar;

Quem sabe não terão razão?

Não vou contestar,

Prefiro seguir os ritos do coração,

Viver a emoção do hoje,

Para, quem sabe,

Chorar outra vez amanhã;

Não importa.

 

     Sou poeta das doces ilusões,

     Acalentado pelo calor

     Da nova e ardente paixão;

     Ou poeta das noites de insônia,

     Mergulhado em profunda solidão.

 

E assim, somente assim

A poesia vai fluindo:

Ou regado pelas lágrimas,

Ou orvalhado em uma nova ilusão.

 

     Masoquista do amor?

     Talvez...

     Quem sabe, um cigano,

     À procura de novas emoções;

     Mas assim, somente assim,

     Minha poesia volta a fluir outra vez.

 

Ah!

Sou poeta:

Das doces ilusões,

Ou das noites de solidão.

 

       *Jornalista, Radialista, poeta nas horas vagas

                                                 MEUS FANTASMAS

                                               NILSON SANTOS*

 

Me vejo falando sozinho

No quarto da solidão,

Minha voz se perde no escuro

Faz eco...

E chora o meu coração;

 

      Converso entre quatro paredes,

      Num elo, entre eu e ninguém;

     Apenas o meu travesseiro,

     E a cama vazia...

     ... de você

 

No quarto da solidão, me vejo sozinho

A escutar

A voz do silêncio da noite,

Que faz eco...

E então me ponho a chorar

 

     Abraço o meu travesseiro

     E rolo na cama

    Tão vazia de você;

    É quando choro sozinho,

    Entre quatro paredes

    E os fantasmas da solidão.

            *Jornalista, Radialista, poeta nas horas vagas

Nota do autor: este poema também foi musicado por Adão Teixeira