domingo, 24 de abril de 2011

CRIME ORGANIZADO CALA MAIS UM POLÍTICO EM ÁGUA AZUL

    
     
      Na madrugada deste sábado, (23), por voltas das 3h30 ocorreu mais um homicídio em Água Azul do Norte, onde o vereador Adalberto da Silva. o “Beto” (PSDB) foi vitima de disparos de um individuo (não identificado), culminando com sua morte e de outra pessoa que estava na sua companhia, de prenome, Altino.

     O município tem um histórico um pouco complexo em relação a homicídios cujas vítimas são políticos, e que ainda não foram desvendados pela polícia. Este já é o terceiro assassinato desta natureza.

     Em um passado recente, precisamente no dia 08/02/2011 o vice-prefeito de Água Azul do Norte, Osvaldo Rogério da Silva, o “Boca Rica”, foi assassinado a tiros de revólver quando adentrava em sua residência por volta das 21h no distrito de Nova Canadá, município de Água Azul do Norte, por dois indivíduos que estavam de moto. Após o assassinato, os pistoleiros fugiram do local sem serem reconhecidos. Até hoje não foram presos.

     No ano de 2007, o então chefe de gabinete da Prefeitura de Água Azul, José Luiz Martins, o “Bite”, também foi vítima de emboscada. Todos esses crimes ainda estão sem solução e, os assassinos, continuam soltos, prontos para cometer outros delitos. 

     Ainda houve o incidente ocorrido em 09/08/2010, onde o prédio da prefeitura foi destruído em incêndio, que teria sido criminoso. Até o exato momento as autoridades ainda não responderam à sociedade de forma convincente. Aliás, não houve nenhuma resposta.

     Os precedentes da impunidade já chegaram ao extremo. Até quando Água Azul do Norte terá que conviver com esta situação de violência?

      (Transcrito do Blog do Bekão, com algumas correções)


sexta-feira, 22 de abril de 2011

PARA REFLETIR:

  
     Quem nunca deu uma CARTEIRADA, uma zinha que seja, que atire (fora) a sua Credencial.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

ONDE VAMOS PARAR?

Não resisti;
Fui às lágrimas;
Nem agüentei acompanhar toda a matéria,
Tão sensibilizado fiquei.
Nos meus mais de 30 anos militando no Jornalismo,
Posso assegurar que já convivi com muitas desgraças, nas mais diferentes nuances da vida...
Já acompanhei muitos prantos,
Testemunhei muitas famílias desamparadas e desagregadas;
Enquanto profissional de Imprensa,
Aprendi a calejar a alma diante de tantas adversidades;
Mas ontem chorei...
Por também ser pai,
E por ter me colocado no lugar de tantos pais,
Lá, na distante Realengo,
Que ainda hoje não entendem o que realmente aconteceu.
Chorei pela minha filha, na pré-adolescência,
Que também, provavelmente ainda sem entender direito os percalços da vida,
Também chorou ao ver tanto rastro de sangue;
Chorei pelo filho, debutando na juventude,
Que longe de mim,
Já busca os próprios caminhos;
Chorei pela insegurança que nos ronda,
Mesmo onde pensamos estar seguros;
Minha alma chora, contristada,
Ao ver tantas mães em prantos,
No desespero pelas perdas prematuras,
por tantos sonhos interrompidos,
e num momento em que a vida parecia florir.
Sim, já escrevi sobre muitas tragédias da vida,
Mas nenhuma, asseguro, com a dimensão da que abalou pais e alunos da escola
“Tasso da Silveira Brasil”, em Realengo, zona oeste da hoje enlutada Rio de Janeiro. E, que deixa também, todo um Brasil enlutado.
Deus, por que tanta dor????? 

quarta-feira, 6 de abril de 2011

NOVO JULGAMENTO DE VAVÁ MUTRAN ADIADO PARA JUNHO

     Marcado para esta quinta-feira (7), foi adiado para o dia 9 de junho o novo julgamento do fazendeiro Oswaldo dos Reis Mutran, ex-deputado estadual, conhecido por Vavá Mutran. Ele responde pelo assassinato do estudante David Ferreira de Abreu, de 8 anos de idade.

     O crime ocorreu em 2002, em Marabá. O julgamento será realizado em Belém para diminuir a possibilidade de influência do poder econômico e político da família Mutran sobre o resultado.

     No primeiro júri popular realizado na Comarca de Marabá, em agosto de 2005, Vavá Mutran foi absolvido. O Ministério Público do Estado (MPE) recorreu e conseguiu anular a sentença, convencendo a Justiça à realizar novo julgamento, desta vez, em Belém. A Sociedade Paraense de Defesa dos Direitos Humanos (SDDH) fará a assistência de acusação.
     O crime
     O menino David jogava bola no terreno que ficava atrás da residência de Vavá Mutran, no Bairro Km 7, e foi morto com um tiro na cabeça, no dia 4 de dezembro de 2002. O acusado foi preso horas depois do crime. A denúncia apresentada pelo MPE sustentou que o assassinato foi testemunhado por pessoas que contaram ter visto o acusado, inclusive, chutar a vítima quando ela já estava caída no chão. À época, a população local chegou a depredar a residência de Vavá Mutran, que nega o crime.

     Quando era deputado estadual, Vavá teve seu mandato cassado e foi condenado a dez anos de prisão pelo assassinato de um fiscal da Fazenda do Estado. O servidor havia autuado um carregamento de gado do fazendeiro, transportado sem documentação. Mutran cumpriu parte da pena e foi solto pela Justiça.

     A família Mutran é a maior exportadora de castanha-do-pará do País, e dona de diversas fazendas nas regiões sul e sudeste do Pará. Ela já foi multada pelo Ministério do Trabalho (MTE) pela comprovação e reincidência de trabalho escravo em suas fazendas.

     Vavá Mutran é o patriarca da tradicional família marabaense, que também tem grande influência política na região. É pai de Nagib Mutran Neto, que foi prefeito da cidade. Hoje é vereador, presidente da Câmara Municipal. Em janeiro de 2011, ele assumiu interinamente a prefeitura. É sogro da ex-deputada estadual Cristina Mutran. (Transcrito do Blog do Valdir Silva. Texto: Erika Morhy – assessora de imprensa SDDH)

quarta-feira, 30 de março de 2011

TRAQUINAGENS DO DMTU - ATO I

      Dia desses uma equipe do DMTU percebe uma moto mal estacionada na ponta de uma calçada, na avenida Dois Mil, precisamente na Vila Poupex, Novo Horizonte. Situação de multa. Antes do veículo ser colocado no guincho, aparece a pessoa que estava pilotando, mãe do dono do veículo. Estava sem habilitação, agravando ainda mais a infração.
Não adiantou diálogo para tentar contornar o problema. A mulher chorou, se lamentou, justificou que não poderia pagar a multa, muito pesada para ela, pessoa desempregada.

     - Mas era a senhora mesmo que estava pilotando? A senhora sabe pilotar? Mostra pra nós. Induziu um dos agentes.

       Inocentemente a mulher pulou na moto, deu a partida e simulou sair do lugar. Quase vai presa pelos fiscais do trânsito, que forçaram a situação apenas para complicar ainda mais a vida da mulher. A moto foi guinchada e as multas aplicadas. Até aí tudo bem, já que a mulher estava mesmo errada e a primeira situação exigia o cumprimento da lei. Mas quem testemunhou o impasse, e há testemunhas, ficaram revoltados pela forma grosseira e mal educada como os agentes em questão trataram essa pessoa. Protestaram também quando os agentes induziram a piloto para uma nova infração.

        Tudo para aquinhoar ainda mais os cofres da prefeitura, com a máquina faminta das multas. (Nilson Santos)

TRAQUINAGENS DO DMTU - ATO II

      No sábado à tarde, dia 26, por volta das 15h30, viatura do DMTU segue uma moto C-100 Biz, preta, cuja placa não deu para anotar. A cena se deu na travessa Goiás, bairro da Liberdade. Há testemunhas. Não era nenhuma perseguição, dessas que os fiscais do trânsito gostam de empreender atrás de infratores.

      Os agentes dessa viatura estavam “escoltando” um colega de profissão e de órgão que, de bermuda e camiseta pilotava sem capacete e, pela forma como a motinha ziguezagueva pela avenida, aparentemente estava sob efeito de bebida alcoólica. Piloto da C-100 Biz e “batedores” dobraram na rua 31 de Março, em direção ao bairro das Laranjeiras, e sumiram.

      Quem viu a cena do corporativismo, sentiu vontade de vomitar. (Nilson Santos)

TRAQUINAGENS DO DMTU - ATO III

       Esta agora foi no domingo, dia 27, também à tarde. Moto em alta velocidade descendo pela rua Cuiabá, bairro Belo Horizonte, piloto e garupa sem capacetes. Logo atrás, também em alta velocidade, viatura do DMTU empreendendo a famosa perseguição citada lá em cima. O piloto da moto dobrou na próxima esquina, tentando fugir e, em cima do rastro e cantando pneus, os agentes do trânsito.

      Tal e qual aquela perseguição fatídica, que acabou provocando a morte do filho caçula do radialista Zeca Moreno. E que, tudo indica, não serviu de lição. Fato, aliás, que só não redundou em processo judicial por opção do próprio pai enlutado que, mesmo chorando a perda de um filho amado, não enveredou pelo caminho da vingança. Mas não serviu de lição para os agentes de trânsito, sempre sedentos de aplicar multas.

     No episódio da rua Cuiabá, errado estavam os rapazes da moto, totalmente irregulares. Mas, mais errados estavam os da viatura, que bem poderiam ter anotado a placa da moto para a sempre prazeirosa confecção da multa e, assim, irem dormir com o sentimento do dever cumprido. A perseguição, da forma que estava se sucedendo, e há testemunhas, poderia ter gerado um acidente logo na esquina.

      Não aconteceu, felizmente. Mas ficou o protesto indignado de quem presenciou a cena irresponsável de quem tem o dever de, de forma coesa e embebida do bom senso, trabalhar pela moralização do trânsito na cidade.
Aqui, quando se fala em agentes de trânsito, não se está generalizando. Há exceções. Mas, os que lerem o texto, com certeza os que tomaram parte desses episódios aí citados, vão vestir a carapuça. (Nilson Santos)