terça-feira, 28 de julho de 2026

 SERRA DOURADA

Faculdade oferece atendimento médico supervisionado

Clínica Novos Ventos realiza mais de 2,5 mil atendimentos no primeiro semestre de 2026, ampliando o acesso da população 

 

ALTAMIRA

 

A Clínica Novos Ventos, da Faculdade Serra Dourada de Altamira, encerrou o primeiro semestre de 2026 com a marca de 2.555 atendimentos realizados à comunidade nas áreas de Psicologia, Fisioterapia, Nutrição e Odontologia. Os serviços gratuitos reforçam o compromisso da instituição com a formação prática dos acadêmicos e com a ampliação do acesso da população aos cuidados em saúde.

De acordo com o levantamento da clínica, a Psicologia foi a área com maior volume de atendimentos, totalizando 1.220 sessões realizadas para 182 pacientes. Na Fisioterapia, foram registrados 310 atendimentos destinados a 38 pacientes. Já a Nutrição contabilizou 83 atendimentos, beneficiando 75 pacientes.

Na Odontologia, foram realizados 942 atendimentos ao longo do semestre, sendo 919 atendimentos clínicos e outros 23 destinados especificamente à população indígena, evidenciando o compromisso da instituição com a inclusão e a assistência a diferentes públicos.

Além de oferecer atendimento gratuito e supervisionado, a Clínica Escola Novos Ventos proporciona aos estudantes a vivência prática da profissão, aproximando o ensino das necessidades da comunidade e contribuindo para a formação de profissionais mais preparados para atuar no mercado de trabalho.

Para a diretora da Faculdade Serra Dourada de Altamira, Daiane Oliveira, os resultados demonstram a importância da clínica tanto para a comunidade quanto para a formação acadêmica.

"Cada atendimento realizado representa uma oportunidade de cuidado com a população e, ao mesmo tempo, um momento de aprendizado para nossos estudantes. A Clínica Escola Novos Ventos traduz o compromisso da Faculdade Serra Dourada com uma formação de excelência, baseada na prática, na responsabilidade social e na transformação da realidade por meio da educação."

A Clínica Escola Novos Ventos integra a estrutura de ensino da Faculdade Serra Dourada e oferece atendimentos gratuitos realizados por acadêmicos, sempre sob supervisão de professores e profissionais habilitados. A iniciativa fortalece a relação entre ensino, extensão e responsabilidade social, promovendo benefícios diretos para a população de Altamira e região. (Raphaela Aguiar/Ascom)


                                            Imagem: Ascom

Atendimento ajuda na formação prática dos acadêmicos e promove benefícios à população 



sexta-feira, 24 de julho de 2026

 WORKSHOP

Simineral promove congresso sobre Comunicação Digital

Evento reunirá jornalistas e influenciadores para debater inovação e os desafios da transformação digital e conteúdos no ambiente corporativo

 

CANAÃ DOS CARAJÁS

 

Como parte da programação institucional do V Congresso Técnico do Simineral, o Sindicato das Indústrias Minerais do Estado do Pará (Simineral) realiza, no dia 4 de agosto, em Canaã dos Carajás, sudeste do Pará, mais uma edição do Workshop de Comunicação. A iniciativa reúne jornalistas, influenciadores digitais, assessores de comunicação e demais profissionais da área para promover o intercâmbio de conhecimentos e discutir as transformações que vêm redefinindo a comunicação no ambiente corporativo e institucional.

A programação foi desenvolvida para estimular o debate sobre novas tecnologias aplicadas à produção de conteúdo, fortalecendo a aproximação entre os profissionais da imprensa e o setor mineral.

A condução do Workshop ficará a cargo da jornalista Layse Santos, reconhecida por sua trajetória na comunicação paraense e por sua experiência na apresentação de eventos. Ela acompanhará toda a programação, conectando os diferentes momentos do encontro.

Um dos destaques desta edição será a palestra de Ben-Hur Correia, jornalista, executivo e pesquisador em estratégia, que abordará como a inteligência artificial pode contribuir para tornar processos de comunicação e tomada de decisão mais ágeis, eficientes e estratégicos, apresentando aplicações práticas para organizações e profissionais da comunicação.

Para a vice-presidente do Conselho Diretor do Simineral, Ana Carolina Alves, investir na qualificação dos profissionais da comunicação é fortalecer um dos principais pilares do relacionamento entre o setor mineral e a sociedade.

"Uma mineração cada vez mais estratégica também exige uma comunicação cada vez mais qualificada. O Workshop reforça o compromisso do Simineral com a construção de um diálogo cada vez mais transparente entre o setor mineral, a imprensa e a sociedade, criando um ambiente de troca de conhecimento e de reflexão sobre os desafios da comunicação na Amazônia".

O presidente executivo do Simineral, Emerson Rocha, destaca que o Workshop chega à sua edição de 2026 com uma programação voltada à atualização profissional e à discussão de temas que vêm transformando a comunicação nas organizações.

"Reunimos profissionais com reconhecida experiência para compartilhar conhecimento, apresentar tendências e discutir ferramentas que já fazem parte da rotina da comunicação. Nosso objetivo é oferecer aos participantes um conteúdo prático e atual, capaz de contribuir para o desenvolvimento profissional e para o fortalecimento da comunicação institucional e jornalística."

O Workshop de Comunicação integra a programação institucional do Simineral em Canaã dos Carajás e reforça o compromisso da entidade com a valorização do jornalismo, o compartilhamento de conhecimento e o fortalecimento das relações com os profissionais responsáveis por levar à sociedade informações de interesse público sobre a mineração na Amazônia.

Durante o evento, o Simineral também reforçará a divulgação da 13ª edição do Prêmio Simineral de Comunicação, que está com inscrições abertas. A iniciativa reconhece reportagens, conteúdos digitais e produções acadêmicas que contribuam para ampliar o conhecimento da sociedade sobre a mineração no Pará, valorizando trabalhos pautados pela qualidade da informação, inovação e responsabilidade. O regulamento, as categorias e o formulário de inscrição estão disponíveis em https://www.simineral.org.br/premiocomunicacao/2026

O encontro conta com o patrocínio de Hydro, Vale, MRN, Ero, Alcoa e Belo Sun, empresas que apoiam iniciativas voltadas à disseminação do conhecimento e ao fortalecimento do diálogo entre o setor mineral e a sociedade. (Raphaela Aguiar/ASCOM)


                                          Imagem: Ascom/Simineral

Encontro vai reforçar também os detalhes para concorrer ao Prêmio Simineral/2026 



quinta-feira, 23 de julho de 2026

 VERÃO AMAZÔNICO

Altas temperaturas intensificam riscos de doenças tropicais

Médicos e equipes de enfermagem enfrentam o desafio de identificar sinais precoces, orientar comunidades e reduzir complicações de saúde

MARABÁ

O verão amazônico, marcado por altas temperaturas, chuvas intensas e períodos de estiagem, cria condições ideais para a proliferação de mosquitos transmissores de doenças tropicais. No sul e sudeste do Pará, especialistas alertam para o aumento de casos de dengue, chikungunya, malária, leptospirose e febre Oropouche. “Esse padrão climático favorece o incremento no número de casos, muitos deles podendo evoluir para quadros graves e até óbitos”, afirma o infectologista Harbi Othman, da Afya/Marabá.

As chuvas irregulares e o acúmulo de água parada em recipientes ou pequenos lagos, formados naturalmente, criam ambientes propícios para a reprodução de mosquitos como o Aedes aegypti e o Anopheles, responsáveis pela transmissão de dengue, chikungunya e malária. Para Othman, medidas simples como o descarte adequado do lixo, uso de repelentes, telas de proteção e mosquiteiros são fundamentais, além da identificação precoce dos pacientes.

A professora Edlainny Araujo Ribeiro, microbiologista e docente da Afya/Redenção, destaca que as equipes de enfermagem enfrentam desafios adicionais no cuidado aos pacientes. “Muitas arboviroses apresentam sinais e sintomas semelhantes, o que dificulta o diagnóstico clínico. Em alguns casos, é necessário recorrer a exames de biologia molecular, ainda pouco disponíveis em municípios menores ou áreas remotas”, explica. Ela cita a febre Mayaro como exemplo de doença endêmica da Amazônia que permanece subdiagnosticada.

De acordo com a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa), o Pará registrou 17 mil casos prováveis de dengue em 2025, uma redução de cerca de 14% em relação ao mesmo período de 2024, quando foram notificados 19,7 mil casos. Apesar da queda nos registros, o número de óbitos aumentou: foram confirmadas 28 mortes em 2025, contra 11 no ano anterior. O dado reforça que, mesmo com menor incidência, a gravidade da doença permanece elevada e exige atenção redobrada das autoridades e da população.

Já os dados do Boletim Epidemiológico Brasileiro mostram que as regiões Norte e Nordeste concentram as maiores taxas de detecção de casos e óbitos por doenças tropicais negligenciadas, cenário diretamente relacionado ao Índice Brasileiro de Privação. Para Edlainny, isso reforça a necessidade de investimentos em pesquisa, controle de vetores e enfrentamento dos determinantes sociais da saúde.

Entre os desafios práticos, a docente aponta a sobrecarga assistencial durante surtos, dificuldades de acesso em áreas ribeirinhas, necessidade de educação dos pacientes para adesão ao tratamento e vigilância epidemiológica integrada. “As mudanças climáticas exigem que os enfermeiros atuem sob a perspectiva de Uma Só Saúde, que considera a interconexão entre saúde ambiental, humana e animal”, ressalta.

O controle da dengue continua sendo um dos maiores desafios. Apesar da existência da vacina CYD-TDV, licenciada em alguns países, a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda cautela e screening pré-vacinal, já que o imunizante mostrou riscos em indivíduos sem infecção prévia. “Enquanto não tivermos uma vacina altamente segura e eficaz, o controle vetorial e as medidas comunitárias ainda são as principais ferramentas”, reforça Edlainny.

Novas tecnologias já estão sendo aplicadas na vigilância ambiental. Othman cita o uso de mosquitos Aedes aegypti infectados com a bactéria Wolbachia, que impede o desenvolvimento de vírus como dengue e chikungunya. Edlainny complementa que drones vêm sendo utilizados para mapear áreas de difícil acesso e identificar criadouros, otimizando ações de controle em regiões rurais e amazônicas.

Entretanto, a melhor forma de evitar a proliferação do mosquito transmissor é a conscientização da população. Mutirões de limpeza, inspeções semanais nos domicílios, caixas d’água tampadas e eliminação de recipientes que acumulam água parada continuam sendo estratégias essenciais. A educação em saúde promovida pelas equipes de enfermagem é decisiva para reduzir complicações e mortalidade. “Comunidades mais informadas e engajadas apresentam melhores indicadores de prevenção e controle, reduzindo hospitalizações e formas graves da doença”, conclui Edlainny. (Elizabeth Ribeiro/Ascom/Facimpa)

         
                                           Imagem: Ilustração

Acúmulo de lixo e água empoçada são "prato cheio" para a proliferação de transmissores de doenças tropicais


terça-feira, 7 de julho de 2026

 COPA DO MUNDO

Excesso de bebidas durante os jogos pode ser um risco à saúde

Na competição, a euforia das torcidas muitas vezes vem acompanhada de copos cheios, mas o excesso de álcool pode transformar a alegria em dor

MARABÁ

Durante os jogos, a festa costuma atravessar fronteiras e invadir salas e bares. A emoção ao assistir às partidas extravasa e as comemorações, independentemente do time, são frequentemente regadas a doses de bebida. Mas se o consumo entra em campo sem estratégia, o resultado pode ser um verdadeiro “gol contra” para a saúde.

A biomédica Jessica Batista de Jesus, docente da Afya/Redenção, alerta que a combinação de álcool, comidas pesadas e noites mal dormidas é como enfrentar uma prorrogação sem preparo físico. “O corpo libera uma descarga massiva de adrenalina, que eleva a pressão e pode desenvolver arritmias e até infartos, mesmo em quem não tem histórico cardíaco”.

Segundo ela, o que muitos chamam de “ressaca forte” pode ser, na verdade, uma sobrecarga perigosa para coração e metabolismo.

Jessica também destaca que os efeitos não se limitam ao dia da partida. “O fígado pode desenvolver esteatose em poucas semanas, enquanto o sistema imunológico perde força, deixando o corpo vulnerável a infecções. É como jogar várias partidas seguidas sem descanso: o time não aguenta”.

Os dados reforçam a preocupação: segundo o Ministério da Saúde, 63,6% dos adultos brasileiros já consumiram álcool e 34,7% praticam consumo pesado episódico. O impacto no sistema de saúde é gigantesco, o SUS gasta R$ 1,1 bilhão por ano em hospitalizações relacionadas ao álcool. A Organização Mundial da Saúde (OMS) alerta que o álcool é responsável por 12 mortes por hora no Brasil, além de custos diretos e indiretos que chegam a R$ 18,8 bilhões anuais.

O médico de família e professor da Afya/Bragança, Aloiso Sampaio, reforça que o primeiro passo é jogar com disciplina: “O principal cuidado é estabelecer limites antes de começar a beber. Alternar álcool com água, alimentar-se bem e nunca dirigir após ingerir bebidas são regras básicas para evitar excessos”. Ele lembra que intoxicação alcoólica, vômitos, quedas e até insuficiência respiratória podem ser consequências imediatas de exageros.

Os sinais de alerta também são claros: sonolência excessiva, fala arrastada, perda de coordenação e dificuldade para respirar exigem atenção imediata. Jessica acrescenta que o estresse e a falta de sono ainda desorganizam a mente, trazendo dores de cabeça, crises de gastrite e até recaídas de ansiedade ou depressão.

Mas nem tudo é cartão vermelho. Medidas simples ajudam a reduzir os impactos do consumo de álcool durante as comemorações. Os especialistas recomendam beber água entre as doses, alimentar-se antes de consumir bebidas alcoólicas, manter uma boa rotina de sono e substituir parte dos petiscos ricos em gordura por frutas ou castanhas. “Evite misturar energético com álcool. Essa combinação pode desencadear arritmias graves”, alerta Jessica Batista. Já Aloiso Sampaio reforça que o principal objetivo das confraternizações deve ser o convívio: “O foco deve ser a convivência e o lazer, não o álcool como protagonista da celebração”. (Elizabeth Ribeiro/Ascom/Facimpa)

                                       Imagem: Ilustração

Um brinde a mais pode significar sérios riscos à saúde




segunda-feira, 15 de junho de 2026

 TREINO NO VERÃO

Segurança e desempenho sem perder o ritmo 

Especialistas explicam como ajustar intensidade, hidratação e alimentação para garantir saúde e resultados duradouros 


MARABÁ

 

O calor intenso da Amazônia anuncia que o verão já chegou. Muitas praias sazonais já estão aparecendo e a chegada das férias está batendo à porta. Por isso, muita gente já está intensificando os treinos em busca de melhorar o corpo. Mas treinar nesse período exige mais do que força de vontade. As altas temperaturas podem interferir no rendimento e até provocar mal-estar.

Felipe Lincoln, profissional de educação física, explica que o calor e a umidade típicos da Amazônia alteram significativamente a percepção de esforço durante os treinos. Segundo ele, “a fadiga pode ser maior do que o normal e a intensidade naturalmente cai”. Por isso, recomenda que os praticantes façam ajustes no volume total de treino, o que inclui repetições, séries e carga, e na densidade, aumentando os intervalos de descanso para evitar sobrecarga.

Além disso, o educador físico ressalta que manter hábitos saudáveis fora da academia é essencial para o bom desempenho. Ele destaca que sono regulado, alimentação equilibrada e hidratação adequada ajudam a prevenir fadiga e câimbras. Para garantir constância mesmo em dias de clima extremo, Felipe sugere treinos ondulatórios, alternando sessões leves, moderadas e pesadas. “Os treinos leves devem ser mais longos e com baixa intensidade, os moderados exigem maior volume de repetições, e os pesados pedem mais carga com intervalos maiores”, orienta.

Já a médica endocrinologista Camila Rodrigues Resende, professora da Afya Redenção, explica que o corpo sofre alterações importantes quando exposto a altas temperaturas e umidade. “O calor aumenta a temperatura corporal e a produção de suor, elevando as perdas de água e eletrólitos, principalmente sódio, potássio e magnésio”.

Para a especialista, a alta umidade dificulta a evaporação do suor, o que compromete a dissipação de calor. O resultado pode ser queda de rendimento físico, fadiga precoce, tontura, dor de cabeça, câimbras e maior risco de desidratação.

A especialista reforça ainda, que a hidratação não deve começar durante o treino, mas sim ao longo de todo o dia. “No verão amazônico, quem aprende a cuidar da hidratação e da alimentação treina melhor, recupera melhor e constrói resultados mais duradouros”, destaca.

Alimentação antes e depois do treino

Camila orienta que a refeição pré-treino seja planejada com antecedência, destacando que uma refeição completa deve ser feita entre duas e três horas antes da atividade, privilegiando carboidratos de fácil digestão e proteínas em quantidade moderada. Já para quem prefere algo mais leve, ela recomenda um lanche entre 30 e 60 minutos antes, como banana com aveia, iogurte com frutas ou tapioca com queijo. A médica alerta ainda para o risco de desconforto gastrointestinal quando se consome alimentos muito gordurosos imediatamente antes do exercício, recomendando que sejam evitados nesse período.

Após o treino, a prioridade é clara: “Hidratação para recuperar o equilíbrio hídrico, reposição energética com carboidratos, especialmente após treinos longos ou intensos e proteína para recuperação e síntese muscular”, esclarece.

Uma estratégia simples, segundo a endocrinologista, é combinar água ou bebida de reposição com uma fonte de carboidrato e uma fonte proteica, por exemplo, fruta com whey protein ou iogurte com banana.

Risco de lesões no verão

Para o médico ortopedista e traumatologista Sanderson Rodrigo do Nascimento Raiol, a chegada do verão costuma levar muitas pessoas a intensificarem a rotina de exercícios, mas esse aumento de carga exige atenção redobrada. Segundo ele, as altas temperaturas e a umidade elevam o desgaste físico e podem aumentar o risco de lesões musculoesqueléticas.

“O mais importante é respeitar os limites do próprio corpo. Muitas vezes, na busca por resultados rápidos, as pessoas aumentam a intensidade dos treinos sem a adaptação necessária, o que pode sobrecarregar músculos, tendões e articulações”, alerta o especialista.

Sanderson recomenda manter uma boa hidratação, realizar aquecimento adequado antes das atividades físicas e aumentar a carga dos exercícios de forma gradual. Ele também destaca a importância de priorizar horários com temperaturas mais amenas, utilizar equipamentos apropriados e garantir uma rotina adequada de sono e alimentação para favorecer a recuperação do organismo.

“Mais importante do que acelerar os resultados é manter a regularidade da prática esportiva de forma segura. O corpo dá sinais quando está sendo exigido além do limite, e saber reconhecê-los é fundamental para prevenir lesões e preservar a saúde”, conclui.

O poder dos alimentos amazônicos

A endocrinologista Camila lembra que a Amazônia oferece alimentos naturais e eficazes para atletas e praticantes de atividade física, como a água de coco, rica em potássio e excelente para hidratação; a banana, fonte de energia rápida e potássio; o abacate, com gorduras boas, magnésio e potássio; a mandioca, que fornece energia para reposição de glicogênio; os peixes amazônicos, com proteína de alta qualidade; além do cupuaçu e do açaí, que concentram antioxidantes e carboidratos ideais para recuperação. Para ela, mais importante do que buscar a perfeição é cultivar cuidado, consistência e paciência, pois “o resultado é consequência”. (Elizabeth Ribeiro/Ascom/Facimpa)

                                        Imagens: Ascom/Facimpa

Felipe orienta ajustes nos treinos para evitar sobrecarga

Alimentos amazônicos são uma poderosa fonte de saúde e recuperação de energia 




quinta-feira, 14 de maio de 2026

 MOFO

Um sério risco para a saúde respiratória

Durante o período chuvoso muitos problemas podem estar associados ao mofo, alerta especialista, que dá dicas importantes de como evitá-lo na casa


MARABÁ

 

Em dias chuvosos, muitas pessoas notam manchas escuras surgindo nas paredes, aquele cheiro característico de mofo que insiste em ficar nos armários e cantos úmidos da casa. Essas situações comuns, que parecem apenas incômodos domésticos, podem esconder riscos sérios para a saúde respiratória, especialmente para quem passa muito tempo em ambientes fechados.

A médica otorrinolaringologista e professora no ambulatório da Afya Marabá, Juliana Carreiro Carvalho, explica que o mofo libera esporos no ar que funcionam como potentes alérgenos e irritantes das vias respiratórias. "Esses esporos podem desencadear ou agravar problemas como rinite alérgica, sinusite e asma", alerta a especialista.

Estudos recentes reforçam essa preocupação: ambientes internos úmidos favorecem o crescimento de fungos que liberam micotoxinas e partículas capazes de provocar tosse, chiado, falta de ar e até agravamento da asma. Crianças e idosos são os grupos mais vulneráveis, apresentando maior risco de complicações respiratórias. Além disso, pesquisas apontam que locais de trabalho com má ventilação e presença de mofo podem gerar afastamentos e queda de produtividade.

A médica destaca que as condições que favorecem o aparecimento do mofo incluem casas mais fechadas, aumento da umidade do ar, acúmulo de mofo em paredes e armários, além de ambientes com pouca ventilação e baixa entrada de luz. "É comum que os sintomas piorem dentro de casa e melhorem ao sair, justamente por causa da concentração desses agentes no ambiente interno", comenta a especialista.

Os sintomas mais frequentes são espirros, coriza, obstrução nasal e irritação nos olhos com coceira. A médica ressalta que o cheiro característico de mofo e as paredes manchadas são sinais claros da presença do problema.

Para prevenir, a especialista recomenda medidas simples, mas eficazes: "Abrir janelas para manter a casa ventilada, evitar o acúmulo de umidade, limpar regularmente as áreas com mofo, evitar tapetes e cortinas pesadas e, se possível, usar desumidificadores".

Quanto aos cuidados médicos, Juliana orienta a lavagem nasal diária com soro fisiológico e o uso de corticoides nasais. Em casos mais severos, a imunoterapia pode ser indicada. "É fundamental procurar atendimento médico se os sintomas persistirem por mais de 10 dias, se houver crises frequentes, chiado no peito ou se a medicação não apresentar melhora", alerta a especialista.

A médica conclui que o mofo é um inimigo silencioso que se intensifica no período chuvoso, e que para atender a essa demanda crescente, a Clínica Acadêmica Afya Marabá oferece consultas gratuitas e de qualidade em diversas especialidades, incluindo pneumologia, clínica médica, ginecologia, odontologia, dermatologia, ortopedia, cardiologia, psicologia, nutrição e pediatria, que lidera o ranking de buscas, superando o número de 700 atendimentos apenas nos meses de fevereiro e março.

De acordo com a Coordenadora do Ambulatório, a enfermeira Rossane Cerqueira Carvalho, todos os atendimentos são realizados por médicos especialistas que supervisionam os alunos, garantindo segurança, acolhimento e atendimento humanizado. “O espaço é estruturado para receber a comunidade com conforto e responsabilidade, e as demandas são atendidas de acordo com as vagas disponíveis, seja por agendamento direto ou encaminhamento pelo SUS. Assim, a clínica cumpre seu papel social e acadêmico, oferecendo cuidado integral à população de Marabá e região, especialmente em períodos críticos como o chuvoso, quando os problemas respiratórios se intensificam”, conclui a coordenadora.

O Ambulatório da Afya Marabá fica localizado na Rodovia Transamazônica, bairro Amapá, às proximidades do Centro de Saúde Pedro Cavalcante. Os atendimentos acontecem de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h30, e aos sábados, das 8h às 12h. (Elizabeth Ribeiro/Ascom/Facimpa) 

             

                                       Imagens: Ascom/Facimpa

 

A especialista Juliana Carreiro dá dicas simples para prevenir contra o mofo 
 
Manter a casa sempre ventilada e uma boa limpeza regular são algumas dessas dicas

 

 

 

quarta-feira, 15 de abril de 2026

 PREVENÇÃO

Novas vacinas reforçam contra doenças graves

Imunização contra influenza, dengue e HPV pode reduzir internações entre crianças e adolescentes; SUS tem ampliado essa proteção por todo o País     

MARABÁ

A atualização do calendário de vacinação do Sistema Único de Saúde (SUS) tem ampliado a proteção de crianças e adolescentes contra doenças graves em todo o país. Nos anos de 2025 e 2026, novas vacinas e mudanças importantes foram incorporadas ao Programa Nacional de Imunizações (PNI), coordenado pelo Ministério da Saúde, fortalecendo a estratégia de prevenção no Brasil. 

Entre as principais inclusões está a vacina contra a dengue, agora disponível para crianças a partir de 4 anos, e adolescentes. O imunizante oferece proteção contra os quatro sorotipos do vírus e reduz significativamente o risco de evolução para formas graves da doença, que podem levar hospitalização. 

Outra mudança importante foi a inclusão da vacina contra a gripe no calendário de rotina infantil. Antes aplicada apenas em campanhas sazonais, a imunização agora passa a ser anual para crianças de seis meses a menores de seis anos. Na primeira aplicação, são necessárias duas doses; nos anos seguintes, apenas uma. A medida amplia a proteção contínua contra complicações da influenza, especialmente em públicos mais vulneráveis. 

Também houve atualização na vacinação contra a poliomielite. A tradicional “gotinha” foi substituída pela vacina inativada (VIP), considerada mais segura por utilizar vírus inativado, sem risco de causar a doença. 

Além disso, a vacina contra o HPV passou por uma mudança importante e agora é aplicada em dose única para meninas e meninos de 9 a 14 anos. O imunizante protege contra infecções que podem evoluir para diferentes tipos de câncer, como o de colo do útero, pênis, ânus e orofaringe. 

Outra atualização relevante é a vacina meningocócica ACWY, indicada para adolescentes de 11 a 14 anos. Ela protege contra doenças graves causadas pela bactéria Neisseria meningitidis dos tipos A, C, W e Y, incluindo meningites e infecções generalizadas. 

Na família Campos, as cadernetas dos três filhos estão sempre às vistas da mãe, que gerencia as datas e está de olho nas atualizações e campanhas vacinais. André tem 12 anos e já tomou a vacina contra o HPV em dose única, além de estar apto para receber a vacina meningocócica ACWY. Já Davi (6) e Rosa Mel (3) ainda precisam completar as rotinas vacinais e participar das campanhas sazonais. Para a família, além do cuidado pessoal, o apoio da rede pública é fundamental, pois a inclusão de novas vacinas amplia a proteção em todas as fases da infância e adolescência. 

Segundo a pediatra Anna Maria Amorim, professora da Afya Faculdade de Ciências Médicas de Abaetetuba, a ampliação do calendário representa um avanço importante na saúde pública. 

“As vacinas são a base da prevenção. Elas protegem contra doenças graves, evitam internações e reduzem riscos de complicações que podem levar até a UTI. Mesmo quando não impedem totalmente a infecção, ajudam o organismo a responder melhor, evitando formas mais severas”, destaca. 

A especialista também reforça a importância de manter a caderneta de vacinação atualizada. “É fundamental que pais e responsáveis acompanhem o calendário e garantam que crianças e adolescentes recebam todas as doses recomendadas. Isso faz diferença não só na proteção individual, mas também na coletiva”, afirma. 

Reconhecido internacionalmente, o PNI oferece gratuitamente uma das mais completas coberturas vacinais do mundo. A adesão da população é considerada essencial para o controle de doenças transmissíveis e para a prevenção de agravos mais graves, incluindo aqueles associados ao desenvolvimento de câncer. 

A orientação da pediatra é que os responsáveis procurem as unidades básicas de saúde para verificar a situação vacinal e garantir a proteção adequada de crianças e adolescentes. 

Vacinação infantil em foco: proteção contra influenza, COVID-19 e SRAG 

A enfermeira e coordenadora do curso de Enfermagem da Afya Redenção, Laiza Pereira, reforça que manter a caderneta de vacinação atualizada é essencial para proteger as crianças, especialmente diante dos dados recentes dos boletins epidemiológicos no Brasil. “O aumento de casos de influenza, COVID-19 e Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) mostra que os vírus respiratórios continuam afetando principalmente crianças pequenas, muitas vezes levando a internações. A baixa cobertura vacinal contribui para esse cenário e reacende o risco de surtos e complicações”, alerta. 

Segundo Laiza, o calendário vacinal infantil oferece imunizações específicas e eficazes para reduzir esses riscos. Entre as principais, ela destaca: 

- Vacina contra influenza (gripe): aplicada anualmente, protege contra as principais cepas do vírus em circulação e reduz hospitalizações; 

- Vacina contra COVID-19: indicada conforme faixa etária definida pelo Ministério da Saúde, previne complicações e formas graves da doença;

- Vacina pentavalente: protege contra difteria, tétano, coqueluche, hepatite B e Haemophilus influenza tipo B; 

- Vacina pneumocócica: previne pneumonia e meningite causadas pelo pneumococo; 

- Vacina meningocócica: protege contra diferentes tipos de meningite bacteriana, que podem evoluir rapidamente e causar sequelas graves. 

Ela ressalta que manter a imunização em dia é sinônimo de proteção: “Quando a vacinação está em dia, os casos graves diminuem. Quando há falhas na cobertura, os números aumentam, especialmente entre crianças”. 

Para Laiza, a vacinação infantil é também um ato coletivo: “Ao proteger uma criança, reduzimos a circulação de vírus na comunidade e protegemos outras pessoas, especialmente as mais vulneráveis. Em um cenário de circulação contínua de vírus respiratórios, manter a imunização em dia é uma das formas mais seguras e eficazes de cuidar da saúde das crianças hoje e no futuro”. (Elizabeth Ribeiro/Ascom/Facimpa)

                                  Imagens: Ilustração

                                     
Jovens e adolescentes também devem ficar atentos para os calendários vacinais por todo o País