quarta-feira, 5 de outubro de 2011

O DITO PELO NÃO DITO

     O deputado João Salame Neto (PPS) acaba de ser comunicado, através da Secretaria da 100ª Zona Eleitoral, que foi tornado sem efeito a intimação de que o mesmo deveria se pronunciar num prazo de cinco dias, sobre se iria ou não assumir a prefeitura de Marabá. 

     Ele não precisa mais se pronunciar.

     É que Maurino Magalhães não está mais cassado.

     Fica o dito pelo não dito.

     O que está prevalecendo mesmo é o mandado de segurança de nº 114952 e que tem como impetrante Maurino Magalhães de Lima. 

     Ou seja, o prefeito não pode ser cassado, já que “o cumprimento da liminar implica na paralisação do processo, independentemente do estágio em que se encontra, até que seja revogada por este relator ou denegada a segurança pelo Egrégio Plenário”.

     Leia-se: os destinos do desiludido povo marabaense continua nas mãos do desembargador José Rubens Barreiros de Leão, relator do caso Maurino/Nagilson (Caixa 2).

     No despacho em que determina tornar sem efeito o ato da juíza Cláudia Favacho, que havia cassado Maurino Magalhães e o vice, Nagilson Amoury, Rubens Leão cobra ainda de Cláudia Favacho respeito à hierarquia, e ainda ameaça a presidente da 100ª Zona Eleitoral com a Corregedoria Regional Eleitoral (CRE).

     Ou seja, além de fazer o certo, a magistrada ainda corre risco de ser submetida a correição.

     Como diria Ademir Braz, do Quaradouro.


     Marabá vive mesmo uma “verdadeira esbórnia política”. 

Um comentário:

Laércio Ribeiro disse...

Dizem, meu caro Nilson, que a Justiça tarda mas não falha. Neste caso de recondução do Maurino ao cargo, nem uma coisa nem outra.

A propósito. O blog está melhor com o novo layout.